![]() |
A operação foi fruto de trabalho de inteligência da Polícia Civil, desenvolvido devido à potencialidade lesiva dos alvos, que possuem investigações por crimes de tráfico de drogas e homicídios e suposta vinculação com facção paulista. Além disso, a localidade estava cercada por barricadas, algumas com “seteiras” (canaleta na barricada que facilita que traficantes se abriguem para atirar diretamente nas equipes policiais), além de trilhos e veículos, como ônibus e carros, atravessados em ruas e vielas.
Os alvos são responsáveis pela criação e manutenção de um “Eixo Rio-São Paulo” no tráfico de drogas. A organização Fluminense, em associação com a facção de São Paulo, já teve uma refinaria de drogas estourada recentemente, com várias prisões.
A operação terminou com uma pessoa presa, diretamente envolvida com a facção no Sul Fluminense, que já tem passagem pela polícia. Um homem, identificado como Danilo Alves da Silva e que portava um fuzil e uma pistola, efetuou disparos contra os policiais em um dos locais de busca e apreensão. O criminoso, que também tinha diversas anotações policiais, foi baleado em confronto e socorrido.
Danilo era conhecido como Cérebro. Ele foi levado para o Hospital Albert Schweitzer, mas não resistiu aos ferimentos.
O
morador Jorge Fernandes, de 61 anos, foi atingido na barriga por uma bala
perdida. Ele também foi levado para a mesma unidade médica, mas também chegou
sem vida.
Pelo menos 12 ruas da Vila Aliança estavam bloqueadas — uma delas, por um caminhão da Comlurb e um coletivo.
Na ação, foram apreendidos cerca de 48
quilos de pasta base de cocaína e 12 veículos adquiridos pelo grupo
criminoso com o proveito do crime, alguns deles utilizados no transporte
das drogas do Estado de São Paulo para o Rio de Janeiro.
Um dos alvos da operação já ficou preso durante 16 anos, por diversos crimes, entre eles, por ter matado um policial na cidade do Rio de Janeiro.



0 Comentários