Faleceu na manhã deste domingo (25), Colombo Vieira de Souza Junior, aos 71 anos, ex-militante da ALN (Aliança Libertadora Nacional) e ex-assessor de comunicação do Sindicato dos Metalúrgico de Volta Redonda. Ele estava internado desde o último dia 16 em um hospital de Niterói, região metropolitana do Rio.
Ele estava casado com Jessie Jane, também militante. Colombo, Jessie e os irmãos Fernando e Eiraldo Palha Freire sequestraram em 1970 um avião Caravelle que pretendiam que os levasse a Cuba com outros militantes do MR-8 e da ALN. O avião acabou pousando no Galeão e depois de longas negociações foi invadido por tropas da Aeronáutica. Jessie Jane, Colombo e Fernando, ferido, foram presos. Eiraldo foi ferido, preso e assassinado sob torturas pelos militares no CISA, repressão militar da Força Aérea, sob comando do Brigadeiro Burnier, Colombo e Fernando foram enviados depois de meses para o presídio da Ilha Grande, ao passo que Jessie Jane foi confinada em Bangu.
Na Ilha Grande, Colombo e Fernando participaram de diversas lutas por condições dignas de vida e pelo reconhecimento de suas condições de presos políticos.
Como resultado dessas lutas, Colombo e todos os presos políticos da Ilha Grande acabaram sendo transferidos para o Rio de Janeiro onde protagonizaram, em 1979, uma prolongada greve de fome em apoio à luta de seus familiares e da sociedade brasileira que pleiteavam a Anistia. O advento da Anistia, em 1979 resultou na libertação de Colombo e Jessie Jane, que tiveram sua filha, Leta como a avó, ainda quando presos.
Em liberdade, ambos se somaram às lutas democráticas do povo brasileiro. Colombo assessorou durante longo tempo a arquidiocese de Volta Redonda, o bispo Dom Waldyr Calheiros, inclusive contra a criminosa repressão militar que, em 1988 levou o Exército a invadir e assassinar, no interior da Companhia Siderúrgica Nacional, três operários grevistas.
Colombo seguiu participando das lutas do povo trabalhador brasileiro até ser vitimado por todos os golpes que as lutas lhe infligiram.



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