O verão foi a estação do ano com maior registro de desastres nas últimas 3 décadas (44% dos registros)
Os desastres causados por chuvas cresceram 320% nesta década. Foram 7.539 eventos entre 2020 e 2023, contra 2.335 na década de 1990
91,7 milhões de pessoas afetadas desde 1991
Prejuízos econômicos chegam a R$ 132 bilhões entre 2020 e 2024
83% dos municípios brasileiros já enfrentaram algum evento extremo relacionado às chuvas
Prejuízos econômicos chegam a R$ 132 bilhões entre 2020 e 2024
83% dos municípios brasileiros já enfrentaram algum evento extremo relacionado às chuvas
Com o verão e a previsão de chuvas intensas em diferentes regiões do país neste mês, um estudo da Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica alerta que essa é a estação do ano com maior registro de desastres climáticos relacionados às chuvas no Brasil, concentrando 44% dos eventos ocorridos nas últimas três décadas. O levantamento mostra ainda que os desastres associados a chuvas extremas aumentaram 320% no país na atual década.
Entre 2020 e 2023, foram registrados 7.539 desastres relacionados às chuvas, número muito superior aos 2.335 eventos contabilizados ao longo de toda a década de 1990. Os dados integram o relatório “Temporadas das Águas: O Desafio Crescente das Chuvas Extremas”, publicado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, sob coordenação do Programa Maré de Ciência, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a UNESCO e a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
O estudo revela que 83% dos municípios brasileiros já enfrentaram ao menos um desastre associado às chuvas, proporção que mais do que triplicou desde os anos 1990. No total, 91,7 milhões de pessoas foram afetadas por esses eventos entre 1991 e 2023. Apenas entre 2020 e 2024, os prejuízos econômicos chegam a R$ 132 bilhões, valor 123 vezes maior do que o registrado na década de 1990.
“O aumento não é apenas em frequência, mas também em gravidade. Os eventos estão mais intensos, mais destrutivos e atingem um número cada vez maior de pessoas”, explica Ronaldo Christofoletti, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor do Instituto do Mar da Unifesp e coordenador do estudo. Segundo ele, a intensificação das chuvas extremas está diretamente relacionada às mudanças climáticas e tende a se agravar nas próximas décadas.
O levantamento aponta ainda mudanças no regime pluviométrico brasileiro. Até o fim do século, as regiões Sul e Sudeste podem registrar aumento de até 30% nas chuvas, enquanto Norte e Nordeste podem enfrentar redução de até 40%, de acordo com dados do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC).
Além dos impactos materiais, os efeitos sobre a população são expressivos. Entre 1991 e 2023, os desastres relacionados às chuvas provocaram 4.247 mortes, deixaram 8,7 milhões de pessoas desabrigadas ou desalojadas e causaram ferimentos ou doenças em cerca de 654 mil brasileiros.
Para os pesquisadores, os dados reforçam a urgência de investimentos em prevenção, adaptação e planejamento urbano, além da adoção de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) — como jardins de chuva, áreas verdes e sistemas de drenagem sustentável — capazes de reduzir alagamentos, deslizamentos e perdas humanas.
Confira aqui o estudo completo.
Entre 2020 e 2023, foram registrados 7.539 desastres relacionados às chuvas, número muito superior aos 2.335 eventos contabilizados ao longo de toda a década de 1990. Os dados integram o relatório “Temporadas das Águas: O Desafio Crescente das Chuvas Extremas”, publicado pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, sob coordenação do Programa Maré de Ciência, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a UNESCO e a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.O estudo revela que 83% dos municípios brasileiros já enfrentaram ao menos um desastre associado às chuvas, proporção que mais do que triplicou desde os anos 1990. No total, 91,7 milhões de pessoas foram afetadas por esses eventos entre 1991 e 2023. Apenas entre 2020 e 2024, os prejuízos econômicos chegam a R$ 132 bilhões, valor 123 vezes maior do que o registrado na década de 1990.
“O aumento não é apenas em frequência, mas também em gravidade. Os eventos estão mais intensos, mais destrutivos e atingem um número cada vez maior de pessoas”, explica Ronaldo Christofoletti, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor do Instituto do Mar da Unifesp e coordenador do estudo. Segundo ele, a intensificação das chuvas extremas está diretamente relacionada às mudanças climáticas e tende a se agravar nas próximas décadas.
O levantamento aponta ainda mudanças no regime pluviométrico brasileiro. Até o fim do século, as regiões Sul e Sudeste podem registrar aumento de até 30% nas chuvas, enquanto Norte e Nordeste podem enfrentar redução de até 40%, de acordo com dados do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC).
Além dos impactos materiais, os efeitos sobre a população são expressivos. Entre 1991 e 2023, os desastres relacionados às chuvas provocaram 4.247 mortes, deixaram 8,7 milhões de pessoas desabrigadas ou desalojadas e causaram ferimentos ou doenças em cerca de 654 mil brasileiros.
Para os pesquisadores, os dados reforçam a urgência de investimentos em prevenção, adaptação e planejamento urbano, além da adoção de Soluções Baseadas na Natureza (SbN) — como jardins de chuva, áreas verdes e sistemas de drenagem sustentável — capazes de reduzir alagamentos, deslizamentos e perdas humanas.
Confira aqui o estudo completo.



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