Animal foi encontrado com asas cortadas às margens da BR 101
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por meio da Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (Reej), resgatou na última quarta-feira (22/1), um filhote de Gavião Carrapateiro (Milvago chimachima). O animal foi encontrado às margens da rodovia BR-101, nas proximidades da Marina Farol, no município de Paraty, por meio de acionamento da população.Ao ser localizado, o indivíduo apresentava-se ativo, alerta e vocalizando, indicativos positivos de seu estado geral. No entanto, foi constatada a condição de impossibilidade de voo, decorrente do corte completo de suas rêmiges, penas fundamentais para o voo, localizadas nas asas. Posteriormente, o animal foi encaminhado ao Centros de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) e passa agora por uma verificação veterinária completa. A expectativa é que o animal possa ser reintroduzido à natureza após o crescimento das penas, em até 12 meses.
— Em casos como esse, podemos reafirmar a importância do Inea. Ao resgatar um animal, que nesse caso é um gavião conhecido pelo seu hábito de comer parasitas de bovinos, estamos preservando a pirâmide alimentar — declara o secretário do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Conhecido e popularizado pelo hábito de se alimentar dos parasitas de bovinos e equinos, o Milvago chimachima é encontrado em fazendas de gado. Entretanto, não é visto em bando e nem encontrado com facilidade. Em ambientes costeiros, a espécie tem seu prato principal mudado, o peixe vira sua principal refeição.
Sobre a Unidade de Conservação
A Reserva Ecológica Estadual da Juatinga (REEJ) é uma unidade de conservação localizada no extremo sul do estado do Rio de Janeiro, no município de Paraty, na Costa Verde sul-fluminense. Com uma área de 9.797 hectares, abriga importantes remanescentes de Mata Atlântica, além de restingas, manguezais e costões rochosos.
Criada em 1992, a Reserva tem como objetivo proteger a biodiversidade, a paisagem natural e a cultura tradicional caiçara. Na unidade vivem cerca de 1.500 pessoas, distribuídas em 15 comunidades e núcleos de ocupação ao longo da costa.
Toda a área da Reserva está inserida na Área de Proteção Ambiental do Cairuçu, unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).



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