A advogada argentina Agostina Paez, presa por injúria racial no Rio de Janeiro, gravou um vídeo relatando estar 'morrendo medo' após a justiça aceitar a denúncia do Ministerio Publico, nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, o pedido de prisão preventiva por crime de injúria racial contra brasileiros no Rio de Janeiro.
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Denúncia
O Ministério Publico apresentou denúncia contra a turista no último dia 2 de fevereiro em que solicitava a prisão preventiva após ela cometer o crime contra quatro funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro no dia 14 de janeiro. A mulher, além citar ofensas contra os homens, também fez gestos racistas. O ato foi todo gravado por câmera de celular e repercutiu na internet.
Conforme o MP, a turista estava com duas amigas em um bar na Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, quando discordou dos valores da conta e chamou um funcionário do estabelecimento de “negro”, de forma ofensiva, com o propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor. Mesmo após ser advertida pela vítima de que a conduta configurava crime no Brasil, a denunciada dirigiu-se à caixa do bar e a chamou de “mono” (“macaco”, em espanhol), além de fazer gestos simulando o animal.
Ainda segundo a denúncia, Agostina voltou a praticar novas ofensas racistas após sair do bar. Na calçada em frente ao estabelecimento, proferiu outras expressões, emitindo ruídos e fazendo novamente gestos imitando macaco contra três funcionários do bar.
No documento, a Promotoria destacou que os relatos das vítimas foram corroborados por declarações de testemunhas, imagens do circuito interno de monitoramento do bar e outros registros produzidos no momento dos fatos. Também foi rejeitada a versão apresentada pela denunciada de que os gestos teriam sido meras brincadeiras dirigidas às amigas, especialmente diante do fato de que uma das turistas tentou impedir Agostina de continuar com as ofensas, o que evidencia a consciência da acompanhante quanto à reprovabilidade da conduta.
A advogada teve o passaporte apreendido e está proibida de sair do país.
Ela deverá cumprir toda a medida cautelar e punitiva, caso se for condenada, no Brasil.



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