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Enfermeiro é preso por importunação sexual em hospital de Piraí

Enfermeiro é preso por importunação sexual em hospital de Piraí

Crime contra as colegas de trabalho foi flagrado pelas câmeras de segurança da unidade médica
Enfermeiro é preso por importunação sexual em hospital de Piraí
Um homem foi preso na tarde desta segunda-feira, 2 de fevereiro, policiais civis pelo crime de importunação sexual contra uma colega de trabalho de 19 anos no Hospital Flávio Leal, em Piraí. O enfermeiro de 43 anos, segundo a Polícia Civil, estaria assediando colegas de trabalho com beijos, abraços e toques indesejados, provocando constrangimento e medo. 

— Recebemos a denúncia na delegacia e, diante da gravidade dos fatos, iniciamos as investigações imediatamente. Para comprovar o ocorrido, oficiei a Secretaria Municipal de Ordem Pública de Piraí, requisitando imagens das câmeras internas do hospital, tanto registros antigos quanto imagens geradas em tempo real. Infelizmente, as imagens confirmaram exatamente o que havia sido denunciado. O que vimos foi revoltante — afirmou o delegado Antonio Furtado, titular da 94ª Delegacia de Polícia de Piraí. 

Diante de uma nova informação de que, naquele momento, o enfermeiro havia tentado puxar a blusa de uma colega, a fim de tocá-la indevidamente na recepção do hospital, policiais civis foram até a unidade e realizaram a prisão do homem. 

— Ao saber do que estava ocorrendo no hospital, solicitei que os policiais fossem até a unidade. Ao ter o fato confirmado pela vítima, que estava visivelmente constrangida com o ocorrido, conduzimos o enfermeiro à 94ª DP. Na delegacia, a análise completa das imagens revelou que o episódio não foi um fato isolado. No dia 25 de janeiro deste ano, essa mesma jovem foi agarrada e alisada pelo autor. Ela chegou a apontar para a câmera enquanto tentava se desvencilhar, e ele, com cinismo e deboche, ainda mandou um beijo para o equipamento que registrava o crime — relatou o delegado Antonio Furtado. 

Em depoimento, a vítima contou que viveu esse drama por quase um ano. Segundo ela, solicitava repetidamente para que o enfermeiro parasse, mas nunca era atendida, permanecendo em silêncio por medo e receio de represálias no ambiente profissional.

— Estamos diante de condutas extremamente graves, que violam a dignidade de mulheres no ambiente de trabalho e não podem ser toleradas. Com acesso a imagens do início de 2026, a situação se mostrou ainda pior. Vimos que outras colegas de plantão aparecem sendo vítimas de beijos forçados, abraços e toques em partes íntimas — afirmou o delegado Antonio Furtado.

Diante do conjunto de provas, o delegado Antonio Furtado determinou a prisão em flagrante do enfermeiro pelo crime de importunação sexual continuada, em razão da repetição dos atos contra a mesma vítima, além de outros episódios envolvendo diferentes funcionárias que ainda serão formalmente ouvidas. As penas, somadas, podem ultrapassar oito anos de prisão.

— As mulheres já identificadas serão ouvidas com a maior brevidade possível, para que todos os fatos sejam plenamente esclarecidos. Denunciar é fundamental — concluiu o delegado Antonio Furtado.

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