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Doenças cardiovasculares são principal causa de morte entre mulheres no Brasil: alerta no Mês da Mulher

Doenças cardiovasculares são principal causa de morte entre mulheres no Brasil: alerta no Mês da Mulher

Responsáveis por cerca de 30% das mortes femininas no mundo, as doenças cardiovasculares ainda são subestimadas; a Unisa reforça a prevenção e oferece atendimento médico gratuito à população 
No Brasil e no mundo, as doenças cardiovasculares permanecem como a principal causa de morte entre as mulheres, muitas vezes acima de cânceres que recebem maior atenção pública. Segundo dados internacionais, cerca de 30% das mortes femininas no mundo são atribuídas a doenças do coração e dos vasos, mais que o dobro do total de mortes por todos os tipos de câncer combinados.
 
Doenças cardiovasculares mais comuns e como prevenir - Prevencordis Clínica  CardiológicaLocalmente, levantamento recente indica que milhões de brasileiras vivem com alguma forma de doença cardiovascular, e as condições como infarto, hipertensão e acidente vascular cerebral (AVC) respondem pela maioria das mortes relacionadas a essas causas.
 
Apesar da magnitude do problema, a percepção de risco ainda é baixa entre grande parte das mulheres, o que contribui para atrasos no diagnóstico e na busca por tratamento preventivo — um padrão que especialistas destacam como central para reduzir a mortalidade evitável.
 
Para o cardiologista Prof. Dr. Carlos Gun, docente do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro (Unisa) e diretor de Ensino e Científico do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC), um dos principais centros de referência em cardiologia do país, acredita que a conscientização é um passo essencial em saúde pública.
 
“É um mito persistente que doenças do coração atingem mais os homens. A verdade é que as mulheres também infartam e muitas vezes seus sintomas podem ser diferentes ou menos reconhecidos, o que dificulta a detecção precoce. Prevenção e diagnóstico em tempo adequado salvam vidas”, afirma.
 
O Prof. Gun destaca ainda que fatores de risco tradicionais — como hipertensão, colesterol elevado, obesidade, diabetes e sedentarismo — precisam ser monitorados com atenção, mas em mulheres há também condicionantes associados à transição hormonal, gestação e condições metabólicas específicas que exigem vigilância cuidadosa ao longo da vida.  

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que, globalmente, mais de 7 milhões de mulheres morrem todos os anos em decorrência de doenças cardiovasculares, ressaltando a urgência de estratégias integradas de prevenção, promoção da saúde e educação.

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