| Foto: Gabriel Borges |
Uma ação de orientação, prevenção e diagnóstico da esporotricose foi realizada sexta-feira, 10 de abril, na quadra do bairro Siderlândia, em Barra Mansa. A iniciativa foi promovida pela Vigilância Ambiental e teve como objetivo ampliar o acesso da população aos serviços, além de reforçar a conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce.
Durante a ação, a equipe técnica realizou a coleta gratuita de material para análise em gatos com lesões suspeitas. O serviço garante agilidade, com resultados disponibilizados em até 48 horas, permitindo o início rápido do tratamento.
A esporotricose é uma micose causada pelo fungo Sporothrix schenckii, presente na natureza, especialmente no solo e na vegetação. A doença pode afetar humanos e diversas espécies de animais, tendo como principal característica o surgimento de feridas na pele e nas mucosas dos olhos, nariz e boca.
A infecção ocorre principalmente por meio do contato direto com o fungo, geralmente por arranhaduras ou mordidas de animais contaminados. A falta de informação é um dos principais fatores agravantes. Por isso, a disseminação de orientações à população é fundamental para o controle da doença.
O médico-veterinário Klalcyo Antônio Vieira alerta para o alto índice de confirmação da doença nos casos analisados. “Cerca de 90% dos casos apresentam resultado positivo para o fungo. Isso reforça a necessidade do diagnóstico precoce e, principalmente, de que o tutor não interrompa o tratamento antes da hora”, explicou.
A Secretaria de Saúde reforça que, em humanos, a doença pode se manifestar com feridas na pele que não cicatrizam. A transmissão ocorre principalmente por arranhaduras, mordidas ou contato direto com lesões de animais infectados. Após a confirmação, o tratamento é feito com antifúngicos e pode durar meses. É fundamental manter a medicação por, no mínimo, 30 dias após a cura clínica, evitando recaídas.
*Prevenção e cuidados*
Manter os animais em ambiente seguro, sem acesso à rua, é essencial para evitar o contato com o fungo. A castração ajuda a reduzir brigas e fugas, diminuindo o risco de contaminação. Em caso de arranhaduras ou mordidas, o local deve ser lavado imediatamente com água e sabão, e é importante procurar atendimento médico. As unidades básicas de saúde estão preparadas para orientar, encaminhar e iniciar o tratamento quando necessário.
Orientações à população:
• Castrar os animais para evitar saídas e brigas;
• Utilizar luvas ao manusear animais com feridas;
• Manter o animal infectado isolado durante o tratamento;
• Não abandonar animais; o cuidado é responsabilidade do tutor.


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