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Avaliação ocular no início da vida é fundamental para prevenir problemas futuros

Avaliação ocular no início da vida é fundamental para prevenir problemas futuros

No Dia Mundial da Saúde, especialista explica que teste do olhinho permite rastrear alterações importantes na visão, e orienta pais sobre sinais de alerta
 
Foto: Imagem de peoplecreations no Freepik
No Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, a atenção se volta para práticas essenciais que impactam a qualidade de vida desde os primeiros dias. Entre elas, o cuidado com a saúde ocular infantil ganha destaque, especialmente quando se fala em prevenção e diagnóstico precoce. Um exame simples, rápido e indolor pode ser decisivo para identificar alterações importantes ainda no início da vida: o teste do olhinho.
 
De acordo com a Dr.ᵃ Juliane Coelho Ricciardi, oftalmologista do Instituto de Olhos de Belo Horizonte (IOBH), o exame, também conhecido como Teste do Reflexo Vermelho, é uma triagem fundamental realizada nos primeiros dias após o nascimento e ao longo do acompanhamento pediátrico. “O teste avalia possíveis assimetrias e ajuda a rastrear alterações oculares nas crianças”, explica.
 
A especialista destaca que a realização precoce é essencial para descartar condições graves. “Esse exame é fundamental ao nascimento e durante o primeiro ano de vida para identificar alterações como opacidades de córnea, catarata congênita e até tumores oculares”, afirma. Entre as doenças que podem ser detectadas está o retinoblastoma, um tipo raro de câncer que se desenvolve na retina e pode comprometer a visão de forma severa quando não tratado a tempo, além de outras condições que afetam a transparência das estruturas responsáveis pela visão.
 
Obrigatório nas maternidades brasileiras, o teste deve ser repetido ao longo da puericultura, fase de acompanhamento regular da saúde e do desenvolvimento infantil pelo pediatra. “Mesmo sendo um exame inicial, ele precisa ser refeito durante o crescimento da criança, pois algumas alterações podem surgir ou se tornar mais evidentes com o tempo”, ressalta a médica.
 
Caso seja identificada alguma alteração, o encaminhamento deve ser imediato. “Se houver reflexo ausente ou assimétrico, a criança precisa ser avaliada com urgência por um oftalmopediatra para investigação completa da via óptica”, orienta a Dr.ᵃ Juliane Coelho Ricciardi. A agilidade nesse processo pode fazer toda a diferença no prognóstico.
 
O diagnóstico precoce é um dos principais aliados na prevenção de complicações mais graves. “Doenças como glaucoma congênito e retinoblastoma têm melhores desfechos quando identificadas cedo, podendo inclusive evitar cegueira irreversível com o tratamento adequado”, destaca a especialista.
 
Mesmo quando o resultado do teste é considerado normal, o acompanhamento continua sendo indispensável. A recomendação da Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria é que a primeira consulta oftalmológica aconteça entre os 6 e 12 meses de vida. Esse cuidado permite avaliar o desenvolvimento visual e identificar possíveis alterações que não aparecem na triagem inicial.
 
Além dos exames, os pais também desempenham papel importante na observação de sinais no dia a dia. “Desvio ocular e falta de interesse por rostos ou objetos podem indicar que algo não está certo e devem ser investigados”, alerta a médica.
 
Neste Dia Mundial da Saúde, a principal orientação é reforçar a importância da prevenção desde cedo. “Garantir que a criança realize os testes de triagem e passe por avaliação oftalmológica no período indicado é fundamental para preservar a saúde ocular ao longo da vida”, finaliza a Dr.ᵃ Juliane Coelho Ricciardi.

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