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Rio registra queda no número de roubo de rua no primeiro trimestre

Rio registra queda no número de roubo de rua no primeiro trimestre

Feminicídio atinge o menor número de vítimas para o período desde 2020
Rio registra queda no número de roubo de rua no primeiro trimestre
Nos três primeiros meses de 2026, os roubos de rua no estado do Rio de Janeiro apresentaram queda de 20,8%, uma redução de 3.390 casos, caindo de 16.300 casos em 2025 para 12.910 em 2026. Este é o menor número registrado para o indicador desde o primeiro trimestre de 2005. A queda foi registrada no mesmo período em que o estado liderou a entrada de turistas no Brasil, com mais de 884 mil visitantes internacionais, segundo a Agência Brasileira de Promoção Internacional de Turismo (Embratur).

Os crimes contra a vida também encerraram o primeiro trimestre com queda no número de vítimas. O número de homicídio doloso apresentou redução de 14% no período, saindo de 833 vítimas em 2025 para 716 em 2026. A letalidade violenta caiu 10,2%, de 1.084 mortes em 2025 para 973 — é a primeira vez em 10 anos que o número de mortes fica abaixo de 1.000. As mortes por intervenção de agente do Estado reduziram 6,8%, registrando 206 mortes em 2025 e 192 em 2026. Já os feminicídios apresentaram 20 vítimas neste ano contra 32 no ano anterior, representando o menor número para o período desde 2020. Em contrapartida, as tentativas de feminicídio aumentaram 10,2% (88 tentativas em 2025, contra 97 em 2026).

— Os resultados do primeiro trimestre apresentaram uma redução nos principais indicadores de criminalidade, com destaque para roubo de rua e crimes contra a vida. Contudo, apesar da diminuição de casos de feminicídio, houve aumento no número de tentativas, o que torna a variação praticamente nula quando somamos os dois delitos — de 120 vítimas para 117 no período citado. Ou seja, ainda há muito que se trabalhar, mesmo no mês das mulheres, quando chamamos mais atenção para o tema — afirmou a diretora-presidente do Instituto de Segurança Pública, Bárbara Caballero.

Alguns dos indicadores de roubo apresentaram crescimento nos três primeiros meses deste ano no estado. Os roubos de carga aumentaram 24,5%, de 838 casos em 2025 para 1.043 em 2026. Já os roubos de veículos cresceram 18,1%, com 7.764 roubos em 2026, frente a 6.573 no mesmo período do ano anterior. 

Os indicadores de produtividade policial também apresentaram resultados positivos no trimestre. A apreensão de fuzis aumentou 11,6%, passando de 189 em 2025 para 211 em 2026, atingindo a média de dois fuzis retirados de circulação por dia pelas polícias Civil e Militar. Houve ainda crescimento nas recuperações de veículos, 10,8%, de 5.040 para 5.586; nos cumprimentos de mandados de prisão, 7,7%, de 3.001 para 3.231; nas apreensões de drogas, 7,5%, de 6.090 para 6.545; nas prisões em flagrante, 1,8%, de 11.010 para 11.212; e nas apreensões de armas, 1,4%, de 1.490 para 1.511. 

Resumo dos indicadores:

Roubo de rua (roubo de aparelho celular, roubo em coletivo e roubo a transeunte): 12.910 roubos no primeiro trimestre de 2026 e 4.432 em março — este é o menor valor para o acumulado e para o mês desde 2005. Na comparação com 2025, o indicador registrou redução de 20,8% no acumulado do ano e de 24,2% em relação a março de 2025.

Homicídio doloso: 716 vítimas no primeiro trimestre de 2026 e 227 em março — este é o menor valor para o acumulado e para o mês desde o início da série histórica, em 1991. Na comparação com 2025, o indicador registrou redução de 14% no acumulado do ano e de 16,2% em relação a março de 2025.

Letalidade violenta (feminicídio, homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, morte por intervenção de agente do estado, roubo seguido de morte): 973 vítimas no primeiro trimestre de 2026 e 318 em março — este é o menor valor para o mês desde o início da série histórica, em 1991. Na comparação com 2025, o indicador registrou redução de 10,2% no acumulado do ano e de 8,4% em relação a março de 2025.

Morte por intervenção de agente do Estado: 192 mortes no primeiro trimestre de 2026 e 68 em março. Na comparação com 2025, o indicador registrou redução de 6,8% no acumulado do ano e aumento de 15,3% em relação a março de 2025.

Feminicídio: 20 vítimas no primeiro trimestre de 2026 e 8 em março — este é o menor valor para o mês e para o acumulado desde 2020. Na comparação com 2025, o indicador registrou redução de doze vítimas no acumulado do ano e de cinco em relação a março de 2025.

Tentativa de feminicídio: 97 vítimas no primeiro trimestre de 2026 e 40 em março. Na comparação com 2025, o indicador registrou aumento de 10,2% no acumulado do ano e de 10 vítimas em relação a março de 2025.

Roubo de carga: 1.043 roubos no primeiro trimestre de 2026 e 400 em março. Na comparação com 2025, o indicador registrou aumento de 24,5% no acumulado do ano e de 85,2% em relação a março de 2025.

Roubo de veículos: 7.764 roubos no primeiro trimestre de 2026 e 2.420 em março. Na comparação com 2025, o indicador registrou aumento de 18,1% no acumulado do ano e de 63,3% em relação a março de 2025.

Apreensão de fuzis:
211 apreensões no primeiro trimestre de 2026 e 84 em março — este é o maior valor para o acumulado e para o mês desde 2023. Na comparação com 2025, o indicador registrou aumento de 11,6% no acumulado do ano e de 49 registros em relação a março de 2025.

Recuperação de veículos: 5.586 roubos no primeiro trimestre de 2026 e 1.879 em março — este é o maior valor para o acumulado e para o mês desde 2019. Na comparação com 2025, o indicador registrou aumento de 10,8% no acumulado do ano e de 48,9% em relação a março de 2025.

Cumprimento de mandado de prisão: 3.231 cumprimentos no primeiro trimestre de 2026 e 1.268 em março. Na comparação com 2025, o indicador registrou aumento de 7,7% no acumulado do ano e de 15,1% em relação a março de 2025.

Apreensão de drogas:
6.545 apreensões no primeiro trimestre de 2026 e 2.364 em março — este é o maior valor para o acumulado desde 2016 e desde 2015 para o mês. Na comparação com 2025, o indicador registrou redução de 7,5% no acumulado do ano e de 16,9% em relação a março de 2025.

Prisão em flagrante: 11.212 prisões no primeiro trimestre de 2026 e 3.905 em março — este é o maior valor para o acumulado desde o início da série histórica, em 2006. Na comparação com 2025, o indicador registrou aumento de 1,8% no acumulado do ano e redução de 1,4% em relação a março de 2025.

Apreensão de armas:
1.511 apreensões no primeiro trimestre de 2026 e 537 em março. Na comparação com 2025, o indicador registrou aumento de 1,4% no acumulado do ano e de 16,2% em relação a março de 2025.

Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública são referentes aos Registros de Ocorrência (RO) lavrados nas delegacias de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro durante o primeiro trimestre de 2026. Acesse aqui os dados no site.

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