O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) foi notificado, na terça-feira (7 de abril), para que possa informar ao Ministério Público sobre empréstimos consignados e o investimento de mais de R$ 100 milhões em instituições financeiras não credenciadas durante o governo de Cláudio Castro.
O ofício determina que, dentro de cinco dias, o Rioprevidência encaminhe estudos técnicos, atas de reuniões e procedimentos administrativos que embasaram as aplicações em instituições financeiras não credenciadas, nos fundos Linea Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa Prazo Longo Responsabilidade Limitada, R CAP Soberano e R CAP Alocação.
Os investimentos foram realizados nos dias 24 e 29 de dezembro de 2025, após uma recomendação do GAESF/MPRJ solicitar ao órgão que adotasse medidas para proteger o patrimônio previdenciário do Estado e recuperar eventuais perdas decorrentes da liquidação extrajudicial do banco Master.
Além do encaminhamento das informações, o MPRJ quer que o órgão, no mesmo prazo, informe a real situação dos empréstimos consignados realizados por servidores e pensionistas junto ao Credcesta, administrado pelo Banco Master, e se foi disponibilizado outro instrumento de crédito, cuja carteira de direitos creditórios esteja vinculada à garantia de uma ou mais estruturas negociais levadas a efeito pelo Rioprevidência, o banco Master ou outros agentes financeiros, como o banco Pleno, que também se encontra em liquidação extrajudicial.
Em caso positivo, o GAESF/MPRJ requer que seja promovida a imediata interrupção de novos contratos, em razão da necessidade de proteção do patrimônio previdenciário e proteção dos servidores e pensionistas.



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