Por isso, a Oncoclínicas reforça a importância da vacinação entre pacientes com câncer e seu impacto direto na segurança e na eficácia dos tratamentos. A diretriz da American Society of Clinical Oncology (ASCO) destaca que manter o esquema vacinal atualizado é fundamental para reduzir o risco de infecções e garantir a continuidade das terapias. No Brasil, o guia conjunto da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomenda que a imunização seja iniciada logo após o diagnóstico e, sempre que possível, antes do início de tratamentos imunossupressores.
Informações importantes:
1. O cenário de desinformação e calendário vacinal esquecido
A onda antivacina, intensificada após a pandemia de Covid-19, provocou queda nas coberturas vacinais e ressurgimento de doenças como sarampo e poliomielite. Mesmo pessoas saudáveis, que acreditam na eficácia da vacinação, tendem a negligenciar o calendário vacinal do adulto sem doenças pré-existentes, que inclui imunizações importantes:
○ Herpes Zoster (a partir dos 50 anos)
○ Pneumococo (a partir dos 60 anos)
○ Influenza e COVID-19 (anualmente)
○ Vírus sincicial respiratório (a partir de 70 anos)
No caso dos pacientes com câncer, a falta de orientação médica sobre vacinação ainda é uma lacuna crítica na linha de cuidado.
2. Vacinação em pacientes oncológicos: o momento certo faz diferença
● Pacientes com câncer são mais vulneráveis a infecções graves, que podem comprometer o tratamento e elevar o risco de complicações e óbito. Por isso, manter a vacinação em dia, tanto dos pacientes quanto de seus familiares, é tão essencial quanto o próprio tratamento oncológico.
● A vacinação em pacientes oncológicos não serve apenas para reduzir o risco de doenças já controladas, mas também para protegê-los de infecções comuns que, em um organismo debilitado, podem causar consequências graves.
● O momento ideal para a imunização é antes do início da terapia oncológica, a chamada “janela de ouro”, quando o sistema imunológico continua relativamente preservado.
● Vacinas de vírus vivo atenuado (como sarampo, febre amarela e dengue) são contraindicadas para a maioria dos imunossuprimidos, salvo em situações excepcionais, como surtos.
3. As vacinas essenciais para o paciente com câncer
● Pneumococo: previne pneumonia e meningite, sendo indicada até para pacientes jovens diagnosticados.
● Herpes Zoster: evita lesões dolorosas e complicações de longo prazo.
● Influenza, COVID-19, Tétano, Difteria, Hepatite A e B e Meningococo também fazem parte do esquema recomendado.
● Vírus sincicial respiratório: evita infecção grave por esse vírus.
4. Vacinação como parte da estratégia de cuidado e prevenção
● Vacinação de contactantes: imunizar familiares e pessoas próximas ajuda a criar uma “barreira de proteção” ao redor do paciente.
● Cuidados adicionais: pacientes devem evitar contato com fezes de animais domésticos e usar máscara em locais com risco de infecção.
● Novidades: novas vacinas em desenvolvimento, como a do vírus sincicial respiratório (RSV) para idosos e imunodeprimidos e a de dose única contra a dengue (Butantan), ampliam o arsenal preventivo.
● Vacinas que previnem o câncer: HPV e Hepatite B já foi comprovado que reduzem o risco de tumores e pesquisas buscam novas soluções nesse campo.



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