Sob o tema “Juntos pela saúde. Apoie a ciência.”, simpósio gratuito e presencial, acontece no Instituto Butantan e discute hesitação vacinal, avanços contra a dengue, e outros temas convergentes com a agenda da OMS para 2026
A Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB) realiza, no próximo dia 2 de junho, no Instituto Butantan, em São Paulo, o II Simpósio Vacinas & Vacinação Pela Saúde Universal: Imunizações e Prevenção de Doenças no Contexto do Dia Mundial da Saúde 2026. O encontro, gratuito e aberto ao público, com transmissão simultânea, reúne autoridades sanitárias, pesquisadores e lideranças do setor farmacêutico para debater os principais desafios da imunização no país e o papel das vacinas no enfrentamento de duas prioridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) para 2026: as doenças não transmissíveis e a resistência aos antimicrobianos.
O simpósio integra a iniciativa promovida pela Federação Internacional Farmacêutica (FIP) e pela OMS no âmbito da campanha global do Dia Mundial da Saúde de 2026, que tem como tema “Juntos pela saúde. Apoie a ciência.”. A escolha do tema pela OMS reforça a importância da pesquisa, da inovação e de políticas públicas baseadas em evidências como pilares da saúde da população, e dialoga com o conceito de “Uma Só Saúde”, que reconhece a saúde humana, animal e ambiental como dimensões interdependentes.
Vacinação no Brasil: avanço recente, mas ainda abaixo da meta
Após anos de queda intensificada pela pandemia de Covid-19, o Brasil vive um momento de retomada das coberturas vacinais infantis. Resultado da mobilização iniciada em 2023 pelo Movimento Nacional pela Vacinação, o país deixou de figurar, em 2024, entre os 20 com maior número de crianças sem nenhuma dose registrada (as chamadas “crianças zero dose”). Segundo dados do PNI e do UNICEF, vacinas-chave do calendário infantil também tiveram recuperação significativa: a segunda dose da Tríplice Viral, por exemplo, passou de 58% para cerca de 80% de cobertura nos últimos anos.
Ainda assim, o cenário exige atenção. Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, apenas dois imunizantes do calendário infantil (a BCG e a hepatite B aplicada nas primeiras horas de vida) atingiram em 2025 a meta nacional. A média de cobertura para o conjunto das vacinas permanece em torno de 85%, abaixo da faixa de 90% a 95% considerada segura para impedir a reintrodução de doenças já controladas e para sustentar a imunidade coletiva. Para a ACFB, esse quadro evidencia a urgência de qualificar o debate público sobre imunização e de fortalecer a articulação entre as áreas científica, regulatória e assistencial.
Programação aborda quatro eixos prioritários
A grade do encontro foi organizada em torno de quatro eixos temáticos que dialogam diretamente com a agenda internacional em saúde:
• Vacinas ao longo da história: transformações da saúde global e promoção da longevidade saudável;
• Avanços científicos e tecnológicos no desenvolvimento da vacina contra a dengue, em um cenário de altos números de casos e de início da distribuição da Butantan-DV pelo SUS em 2026;
• Vacinas e vacinação no contexto do combate à resistência aos antimicrobianos (RAM), tema considerado pela OMS uma das maiores ameaças à saúde global;
• Hesitação vacinal e desafios para a vacinação no Brasil, com discussão sobre desinformação, equidade de acesso e estratégias de comunicação em saúde.
O programa também contempla apresentações sobre inovações industriais e logísticas em vacinação, incluindo plataformas de envase, soluções de inspeção visual e o papel das farmácias na ampliação do acesso à imunização, eixo que ganhou força no Brasil após a Resolução RDC 197/2017 da Anvisa, que reconheceu farmácias e drogarias como pontos de vacinação, e da Resolução CFF nº 16/2024, que regulamenta a prescrição de vacinas por farmacêuticos.
Confirmados no evento
Estão confirmadas no II Simpósio as participações do Acad. Dante Alário Junior, presidente da ACFB; do Dr. Carmino Antonio de Souza, presidente do Conselho de Curadores da Fundação Butantan; do Dr. Esper Georges Kallás, diretor técnico do Instituto Butantan; do Prof. Thiago Mares Guia, vice-presidente executivo da Bionovis; do Dr. Eder Gatti Fernandes, diretor do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) do Ministério da Saúde; e do Sr. Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma. A organização é da Comissão de Acadêmicos da ACFB, coordenada pelo Acad. Lauro D. Moretto.
Posicionamento da Academia
“O II Simpósio Vacinas & Vacinação Pela Saúde Universal traduz o compromisso histórico da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil com a saúde pública e com a defesa da ciência. As vacinas estão entre as intervenções mais eficazes já criadas pela humanidade e seguem sendo determinantes para a longevidade saudável, para o fortalecimento dos sistemas de saúde e, mais recentemente, para o enfrentamento de ameaças como a resistência antimicrobiana. Reunir, em um único espaço, autoridades sanitárias, pesquisadores e lideranças do setor é fundamental para que a sociedade brasileira retome a confiança nas vacinas e o país recupere os patamares de cobertura que sempre lhe deram protagonismo global em imunização”, afirma o Acad. Dante Alário Junior, presidente da ACFB
O simpósio integra a iniciativa promovida pela Federação Internacional Farmacêutica (FIP) e pela OMS no âmbito da campanha global do Dia Mundial da Saúde de 2026, que tem como tema “Juntos pela saúde. Apoie a ciência.”. A escolha do tema pela OMS reforça a importância da pesquisa, da inovação e de políticas públicas baseadas em evidências como pilares da saúde da população, e dialoga com o conceito de “Uma Só Saúde”, que reconhece a saúde humana, animal e ambiental como dimensões interdependentes.
Vacinação no Brasil: avanço recente, mas ainda abaixo da meta

Ainda assim, o cenário exige atenção. Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde, apenas dois imunizantes do calendário infantil (a BCG e a hepatite B aplicada nas primeiras horas de vida) atingiram em 2025 a meta nacional. A média de cobertura para o conjunto das vacinas permanece em torno de 85%, abaixo da faixa de 90% a 95% considerada segura para impedir a reintrodução de doenças já controladas e para sustentar a imunidade coletiva. Para a ACFB, esse quadro evidencia a urgência de qualificar o debate público sobre imunização e de fortalecer a articulação entre as áreas científica, regulatória e assistencial.
Programação aborda quatro eixos prioritários
A grade do encontro foi organizada em torno de quatro eixos temáticos que dialogam diretamente com a agenda internacional em saúde:
• Vacinas ao longo da história: transformações da saúde global e promoção da longevidade saudável;
• Avanços científicos e tecnológicos no desenvolvimento da vacina contra a dengue, em um cenário de altos números de casos e de início da distribuição da Butantan-DV pelo SUS em 2026;
• Vacinas e vacinação no contexto do combate à resistência aos antimicrobianos (RAM), tema considerado pela OMS uma das maiores ameaças à saúde global;
• Hesitação vacinal e desafios para a vacinação no Brasil, com discussão sobre desinformação, equidade de acesso e estratégias de comunicação em saúde.
O programa também contempla apresentações sobre inovações industriais e logísticas em vacinação, incluindo plataformas de envase, soluções de inspeção visual e o papel das farmácias na ampliação do acesso à imunização, eixo que ganhou força no Brasil após a Resolução RDC 197/2017 da Anvisa, que reconheceu farmácias e drogarias como pontos de vacinação, e da Resolução CFF nº 16/2024, que regulamenta a prescrição de vacinas por farmacêuticos.
Confirmados no evento
Estão confirmadas no II Simpósio as participações do Acad. Dante Alário Junior, presidente da ACFB; do Dr. Carmino Antonio de Souza, presidente do Conselho de Curadores da Fundação Butantan; do Dr. Esper Georges Kallás, diretor técnico do Instituto Butantan; do Prof. Thiago Mares Guia, vice-presidente executivo da Bionovis; do Dr. Eder Gatti Fernandes, diretor do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) do Ministério da Saúde; e do Sr. Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma. A organização é da Comissão de Acadêmicos da ACFB, coordenada pelo Acad. Lauro D. Moretto.
Posicionamento da Academia
“O II Simpósio Vacinas & Vacinação Pela Saúde Universal traduz o compromisso histórico da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil com a saúde pública e com a defesa da ciência. As vacinas estão entre as intervenções mais eficazes já criadas pela humanidade e seguem sendo determinantes para a longevidade saudável, para o fortalecimento dos sistemas de saúde e, mais recentemente, para o enfrentamento de ameaças como a resistência antimicrobiana. Reunir, em um único espaço, autoridades sanitárias, pesquisadores e lideranças do setor é fundamental para que a sociedade brasileira retome a confiança nas vacinas e o país recupere os patamares de cobertura que sempre lhe deram protagonismo global em imunização”, afirma o Acad. Dante Alário Junior, presidente da ACFB


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