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CDH cobra das autoridades explicação sobre policial civil que atirou e matou mulher em carro de aplicativo

CDH cobra das autoridades explicação sobre policial civil que atirou e matou mulher em carro de aplicativo

CDH cobra das autoridades explicação sobre policial civil que atirou e matou mulher em carro de aplicativo

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro recebeu, nesta terça-feira, 12 de maio, na Alerj, familiares de Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos, morta após ser baleada dentro de um carro de aplicativo, na última quinta-feira (7), na Zona Oeste do Rio. A Comissão formalizou, por meio de ofício, a cobrança de esclarecimentos e providências à Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro e à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro sobre a condução do caso e a responsabilização dos envolvidos. 

Participaram do atendimento Rafael, viúvo da vítima, e Leonardo, irmão de Thamires. Entre os encaminhamentos definidos pela Comissão estão o acolhimento psicossocial e o encaminhamento da família para atendimento jurídico junto à Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.“Assim que tivemos conhecimento desse caso, mobilizamos a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos para acolher essa família e garantir que ela não atravesse esse luto sozinha. Nenhuma resposta institucional é capaz de reparar uma perda como essa, mas o Estado tem obrigação de garantir suporte, justiça e acompanhamento permanente. A morte da Thamires é uma tragédia que nos atravessa profundamente. Ela foi uma mãe trabalhadora e amorosa que teve a vida interrompida de forma brutal e que deixa duas crianças que vão crescer com sua ausência irreparável.”, afirmou a deputada estadual Dani Monteiro, presidente da Comissão.


No documento enviado aos órgãos competentes, a Comissão questiona, entre outros pontos, por que o autor do disparo conseguiu deixar o local sem prisão em flagrante, se a arma utilizada no crime foi apreendida e submetida à perícia, se houve afastamento imediato do agente e quais garantias serão oferecidas à família para acompanhamento transparente das investigações.

A Comissão também cobrou esclarecimentos sobre o histórico funcional do policial autor do crime, que já possuía seis anotações criminais anteriores, e sobre as medidas que serão adotadas para impedir que agentes com histórico de violência permaneçam armados e em atividade. 


“A família da vítima e a sociedade fluminense precisam de respostas céleres. É preciso saber como um agente com esse histórico seguia em atividade operacional e o que será feito para que casos como esse não se repitam. Nosso compromisso é acompanhar cada etapa dessa apuração até que haja responsabilização”, concluiu a parlamentar.

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