Com autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes, a Operação Sem Refino cumpriu mandados de busca e apreensão na Refit, em uma empresa coligada e nas casas de Cláudio Castro e de outras 11 pessoas. Os policiais apreenderam um celular e um tablet que pertencem ao ex-governador. Na residência de um policial civil, foram encontrados R$ 500 mil em uma caixa de sapatos.
Investigação

A prisão do dono da Refit, Ricardo Magro, também foi decretada, mas o empresário está foragido nos Estados Unidos. A inclusão de Magro na lista vermelha da Interpol foi autorizada, para viabilizar sua extradição.
A Refit é uma das principais refinarias do país e está envolvida em investigações relacionadas ao crime organizado. A empresa é a maior devedora contumaz do país, com passivo superior a R$ 52 bilhões.
Sete pessoas foram afastadas de suas funções públicas, incluindo servidores públicos do estado do Rio do Janeiro e agentes das polícias Federal e Civil.
A Polícia Federal investiga um complexo esquema de fraudes na produção e na importação de combustíveis, além da facilitação, por parte de agentes públicos, para sonegação de tributos e funcionamento da refinaria.
O desembargador Guaraci Viana, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, também foi alvo de busca e apreensão por decisões favoráveis à Refit. Ele já estava afastado do cargo por determinação do Conselho Nacional de Justiça.
Defesas
A defesa de Cláudio Castro afirmou que todos os procedimentos praticados em sua gestão obedeceram a critérios técnicos previstos na legislação vigente.
O grupo Refit informou que as questões tributárias da companhia estão sendo discutidas nos âmbitos judicial e administrativo e que jamais falsificou declarações fiscais para obter vantagens.
Não conseguimos contato com as defesas do desembargador Guaraci Vianna e do empresário Ricardo Magro.



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