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| Imagem: IA (Canva) |
O setor de alimentação fora do lar registrou, em março, o maior salário médio da série histórica, alcançando R$ 2.449. Os dados são da PNAD Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo IBGE. O resultado representa avanço de 5% em relação ao mesmo período do ano passado e sinaliza valorização gradual da mão de obra.
O crescimento da remuneração ocorre em paralelo à expansão do emprego formal. Dados do Caged, do Ministério do Trabalho, mostram a criação de 9.970 vagas com carteira assinada no mês. No acumulado do primeiro trimestre, o saldo chega a 21.504 novos postos, consolidando o setor como um dos principais geradores de ocupação no país.
Para o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, o cenário reflete um ciclo de atividade aquecida e maior disputa por trabalhadores. “O aumento do salário médio está diretamente ligado à necessidade de atrair e reter profissionais. O setor continua expandindo e exige equipes cada vez mais estruturadas, o que eleva o nível de remuneração”, afirma.
Segundo ele, a tendência é de continuidade desse movimento nos próximos meses, impulsionada pelo calendário comercial. “Datas estratégicas, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, ampliam a demanda e exigem reforço nas equipes. Esse ambiente favorece novas contratações".
Solmucci, no entanto, faz um alerta: "Neste cenário de pleno emprego se revela ainda mais absurdo cogitar uma mudança da escala 6x1, sem estudos que mostrem os impactos e a viabilidade. Para ficar em um exemplo, teríamos empresas de maior poder econômico roubando profissionais de estabelecimentos menores e de regiões mais pobres, levando a uma oferta de serviços menor e mais precária nas regiões mais carentes, além de aumento de custos para todos", completa.



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