O procurador-geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Antonio José Campos Moreira, informou que as diligências resultaram na apreensão de R$ 341 mil em espécie, cinco armas, 11 aparelhos celulares, computadores, dispositivos de armazenamento de dados e munições de diversos calibres. Além disso, o investigado Michael Johnny de Azevedo e uma mulher que o acompanhava, identificada como Suelen Silva dos Reis, foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Todo o material apreendido foi encaminhado para a Cidade da Polícia e será submetido à análise pericial em uma nova fase da apuração, que buscará aprofundar a identificação de eventuais vínculos dos investigados com a organização criminosa.
"Esses fatos preocupam profundamente o Ministério Público, pois revelam um processo de degradação do ambiente político que vem se tornando cada vez mais evidente. Há poucos meses, o Ministério Público denunciou e obteve a prisão de um deputado estadual ligado ao Comando Vermelho, que já possuía condenação por lavagem de capitais antes mesmo de ingressar no Parlamento. Agora, apuramos a possível vinculação de outro agente político a uma facção rival", explicou Antonio José Campos Moreira. "A preservação do Estado Democrático de Direito e o fortalecimento da democracia exigem instituições fortes. Não podemos admitir que o Parlamento seja ocupado por figuras comprometidas com organizações criminosas ou com práticas incompatíveis com os valores democráticos e republicanos", afirmou o PGJ.Segundo as investigações, os suspeitos teriam atuado para obter informações sobre uma operação sigilosa destinada à demolição de imóveis utilizados pela organização criminosa em Parada de Lucas, no Complexo de Israel, Zona Norte do Rio. Eles teriam alegado que os imóveis eram destinados à prestação de serviços sociais, o que, de acordo com as apurações, não correspondia à realidade e contribuiu para o adiamento da ação policial.
| Deputado Val Ceasa |
Por MPRJ


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