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Senado vota projeto que aumenta penas para abuso infantil com uso de inteligência artificial

Senado vota projeto que aumenta penas para abuso infantil com uso de inteligência artificial

Pauta da Comissão de Direitos Humanos desta quarta-feira (24) também inclui direitos de pessoas com autismo, prevenção à violência contra a mulher e acessibilidade em hospitais

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal vota nesta quarta-feira (24 de junho) o projeto de lei que estabelece medidas de repressão a crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital. O PL 3066/2025 altera o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Lei dos Crimes Hediondos para elevar as penas de infrações cometidas com o uso de inteligência artificial.

A matéria tem relatório da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente do colegiado.

"A mudança na legislação tem a função de conter o uso de ferramentas digitais no cometimento de crimes contra menores. O texto atualiza o arcabouço penal para garantir o amparo a esse grupo no ambiente virtual", afirmou a parlamentar.

A pauta da 43ª reunião extraordinária lista 16 itens. Além do ambiente digital, o colegiado analisa o PL 2449/2022, que determina a substituição de sinais sonoros em escolas e a criação de horários de silêncio no comércio para adequação às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A relatoria também é de Damares Alves.

Na pauta feminina, a senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) relata três matérias. O PL 3109/2025 normatiza o acesso a dados do Registro Unificado sobre Violência contra as Mulheres. O PL 3748/2023 define ações contra a evasão escolar por maternidade na adolescência. E o PL 265/2020 assegura exames de rastreio de mutações genéticas associadas ao câncer.

Na área de saúde e acessibilidade, o PL 559/2026, com relatoria da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), exige a oferta de intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pacientes surdas em consultas médicas.

A comissão vota ainda requerimentos para a realização de audiências públicas sobre doenças raras, responsabilidade penal corporativa em casos de racismo e memória do holocausto romani.

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