Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro chama a atenção para a importância dos cuidados com a saúde cerebral ao longo da vida. Em um país que envelhece rapidamente, especialistas destacam que, assim como o corpo precisa de atividade física, o cérebro também se beneficia de estímulos frequentes para preservar funções como memória, atenção, concentração e raciocínio.
Um estudo conduzido pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em parceria com pesquisadores da universidade e com o Supera, rede de estimulação cognitiva, reforça essa importância.
Publicada na revista científica International Psychogeriatrics, a pesquisa acompanhou 207 idosos saudáveis durante 18 meses. Os resultados apontaram ganho de 45% na memória após 12 meses, melhora de 11% nas funções executivas e avanço de aproximadamente 10% na cognição geral ao final do período.
A pesquisa também identificou redução de 29% nos sintomas depressivos e aumento de 7% na qualidade de vida. A metodologia reúne atividades como exercícios cognitivos, jogos, dinâmicas em grupo, neuróbicas, uso do ábaco e recursos digitais, com base em conceitos amplamente estudados pela neurociência, como neuroplasticidade e reserva cognitiva.
A reportagem pode mostrar, na prática, como funciona a estimulação cognitiva, acompanhando idosos durante atividades que desafiam o cérebro por meio de jogos, exercícios de memória, uso do ábaco, dinâmicas em grupo e outras técnicas baseadas na neurociência.
Além dos benefícios individuais, a pauta também evidencia uma tendência de mercado. O aumento da população com mais de 60 anos tem impulsionado a procura por iniciativas voltadas à saúde cerebral e ao envelhecimento ativo, favorecendo a expansão de centros especializados em estimulação cognitiva em todo o país.
Gancho
Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem mais de 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Até 2070, esse grupo deverá representar cerca de 37,8% da população. O Dia Mundial do Cérebro reforça a importância de discutir hábitos que contribuam para a manutenção da saúde cerebral e da autonomia durante o envelhecimento.



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