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GPS Emocional: como controlar emoções negativas pode melhorar decisões, carreira e posicionamento profissional

GPS Emocional: como controlar emoções negativas pode melhorar decisões, carreira e posicionamento profissional

Especialista em recolocação explica por que medo, ansiedade, insegurança e frustração podem comprometer entrevistas, networking, liderança e tomada de decisão no trabalho

(Foto/Créditos — Bene Rodrigues — VeCComm)

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, marcado por inteligência artificial, reestruturações corporativas e novas exigências comportamentais, a recolocação profissional deixou de ser apenas uma questão de currículo. Antes de se apresentar bem em uma entrevista, atualizar o LinkedIn ou disputar uma vaga, muitos profissionais precisam reorganizar algo menos visível: o próprio estado emocional.

É a partir dessa leitura que Juliana Fernandes, especialista em recolocação profissional, posicionamento de carreira e fundadora da Recoloca, desenvolve o conceito de GPS Emocional, uma metodologia voltada a identificar e reduzir emoções negativas que interferem na forma como o profissional se posiciona no mercado e toma decisões no cotidiano.

Medo de não ser escolhido, vergonha após uma demissão, insegurança para se expor, ansiedade diante de entrevistas, comparação constante com outros profissionais e dificuldade de reconhecer o próprio valor são fatores que, segundo Juliana, podem comprometer a clareza estratégica de quem busca recolocação ou crescimento profissional.

“O profissional pode ter experiência, formação e boas entregas, mas, se estiver dominado por medo, ansiedade ou sensação de inadequação, ele tende a se comunicar pior, negociar pior e tomar decisões menos estratégicas. O GPS Emocional ajuda a limpar esse ruído para que a pessoa consiga enxergar melhor o próprio caminho”, afirma Juliana Fernandes.

Um detalhe importante e muitas vezes deixado de lado é que as emoções que muitas vezes travam o indivíduo são causadas por relações próximas, como a família. Um exemplo muito comum é quando criança uma pessoa ouve dos pais, dos avós, dos tios que não será sucesso. “Nesses casos, a pessoa assimila essa narrativa e pode se autossabotar, deixando de acreditar em si mesma e em todo seu potencial”, ressalta a especialista.

O tema ganha relevância diante de um cenário em que as empresas valorizam cada vez mais competências como resiliência, flexibilidade, agilidade, pensamento analítico, liderança e autogestão. Ao mesmo tempo, a pressão por performance, adaptação tecnológica e visibilidade profissional torna o equilíbrio emocional um diferencial prático, não apenas um tema de bem-estar.

Para Juliana, o GPS Emocional não substitui ações objetivas de carreira, como currículo, networking, LinkedIn, preparação para entrevistas e estratégia de posicionamento. Ao contrário: ele funciona como etapa anterior e complementar. “A pessoa precisa saber quem é, o que entrega, onde quer chegar e quais emoções estão sabotando suas escolhas. Sem isso, ela pode até agir muito, mas agir sem direção”, explica.

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