Pesquisa inédita do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que analisou processos relacionados ao assédio eleitoral, identificou as principais estratégias utilizadas para pressionar os trabalhadores durante os períodos eleitorais. O número de denúncias é muito maior que o de processos que chegam à Justiça. Em 2022, por exemplo, o MPT recebeu 3.370 denúncias de assédio eleitoral, recorde da série. Em 2026, até agora, foram 74, mas a campanha eleitoral acabou de começar.
Em 92% dos casos analisados, foram encontradas características de assédio institucional, com envolvimento da estrutura ou da cultura organizacional das empresas. Entre as práticas identificadas estão o uso de canais corporativos para propaganda político-partidária, reuniões internas com conteúdo eleitoral, orientações sobre como se manifestar politicamente, convocação de funcionários para atividades de campanha e utilização da jornada de trabalho para ações relacionadas às eleições.
Diante dos dados, a discussão sobre como identificar e reagir a situações de pressão política no ambiente profissional ganha relevância. A advogada trabalhista Claudia Securato, sócia do escritório Securato Advogadas, pode comentar quais situações podem configurar assédio eleitoral, quais são os direitos dos trabalhadores e quais medidas podem ser tomadas diante de ameaças ou constrangimentos.


0 Comentários