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A Justiça decidiu manter a prisão de dois suspeitos de matar um jovem acusado de roubar uma bicicleta em Copacabana semana passada no Rio de Janeiro. Ainda um outro homem suspeito de também participar do crime não se apresentou.
O juiz Rafael de Almeida Rezende analisou os mandados de prisão temporária de Jorge Luiz Ricardo Dias e Davi Santos Machado, expedidos após a morte de Cláudio Rafael Landeiro.
Segundo o magistrado, os mandados foram expedidos de forma regular e continuam dentro do prazo de validade. Os motivos que levaram às prisões permanecem válidos.
A defesa de Davi Santos Machado pediu sigilo sobre os dados pessoais dele. O pedido foi negado: não havia informações sensíveis nos autos, e o próprio investigado não soube informar endereço e telefone atuais.
O caso segue em investigação
Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, morreu após ser espancado brutalmente em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele foi injustamente acusado de roubo e agredido com dezenas de golpes de pau, socos e chutes por um grupo que incluía seguranças e entregadores.
De acordo com a família, Cláudio Rafael tinha transtornos mentais e andava com a bicicleta de sua irmã pelo bairro quando foi abordado.
Imagens de câmeras de segurança registraram minutos de violência extrema na Rua Felipe de Oliveira, resultando em traumatismo craniano e hemorragia interna. Cláudio não resistiu aos ferimentos e faleceu.
A 12ª DP de Copacabana da Polícia Civil do Rio de Janeiro conduz as investigações.
Seguranças de rua e entregadores foram identificados e alvos de mandados de prisão, com suspeitos se entregando às autoridades nos dias seguintes ao crime.
Empresas de aplicativos de entrega descredenciaram os entregadores envolvidos assim que a participação nos registros de violência foi confirmada.


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