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Integrantes do crime organizado são investigados em Paraty

Integrantes do crime organizado são investigados em Paraty

Integrantes do crime organizado são investigados em Paraty
Agentes do grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) e Polícia Civil cumpriram nesta quarta-feira, 16 de setembro, 29 mandados de busca e apreensão contra investigados por integrarem o Comando Vermelho em Paraty. Além de Paraty, Angra dos Reis, Nova Iguaçu, na capital e em dois presídios foram alvos da ação.

O inquérito policial, conduzido pela DRE, pela 1ª Promotoria de Justiça de Paraty e pelo GAECO/MPRJ, apura a expansão das áreas sob domínio da facção na turística cidade do Sul Fluminense. Segundo as apurações, já foram identificados o aumento das extorsões contra comerciantes e prestadores de serviços, a expansão do tráfico e da circulação de armas, além da disseminação de casos de violência extrema na localidade.

As investigações apontam que, embora o Centro Histórico de Paraty não esteja sob domínio territorial ostensivo, o crime organizado avança sobre áreas próximas, como a Ilha das Cobras, utilizada como ponto estratégico para o armazenamento, preparo e distribuição de drogas, além de ser local onde há imposição de cobranças ilícitas sobre serviços.

Nesse contexto de avanço sobre as atividades econômicas da região, o GAECO/MPRJ apura relatos de que traficantes foram responsáveis por incendiar estabelecimentos cujos proprietários se recusaram a pagar as "taxas", incluindo comércios pertencentes à população tradicional da região, os caiçaras. Também foram registrados casos em que vítimas e testemunhas foram ameaçadas de morte e expulsas de suas residências.

Ainda de acordo com o GAECO/MPRJ, a liderança da organização é exercida por Marcel Espírito Santo Souza, conhecido como "Cebolão"; João Pedro Ferreira Francisco, o "JP"; e Marcelo Silva de Melo Dutra Júnior, o "Marcelinho". Os três já estão presos e, a pedido do MPRJ, o Juízo determinou a transferência deles para uma penitenciária de segurança máxima. A medida integra as providências adotadas no âmbito da investigação, que busca reunir provas e outros elementos sobre a atuação da organização criminosa em Paraty.

Os nomes dos demais investigados e da empresa não serão divulgados em razão do sigilo das investigações, que estão em andamento. 

Por MPRJ

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