Capturas de tela recebidas pela Vale Rio WebTV mencionam o possível uso de armas brancas, spray de pimenta e força física para impedir a realização do “Bloquinho do 22”. Organizadores registraram boletim de ocorrência, e evento está mantido para domingo (11).
ESCRITO POR MATHEUS SISNANDE
A circulação de mensagens em um grupo de WhatsApp denominado “BOLSONARO NUNCA MAIS” colocou sob questionamento a segurança do evento político “Bloquinho do 22”, previsto para o próximo domingo (11), em Volta Redonda. As conversas, encaminhadas à equipe da RÁDIO ACESA FM na madrugada desta sexta-feira (9), contêm referências a possíveis ações destinadas a impedir a realização da manifestação.
De acordo com as capturas de tela recebidas pela reportagem, as mensagens fazem menção ao emprego de faca, spray de pimenta e força física como meios de obstruir o evento, organizado pela equipe da VR Facts. O conteúdo também sugere uma intenção de impedir manifestações de apoio a Flávio Bolsonaro no contexto da disputa pela Presidência da República.
A gravidade das referências identificadas nas mensagens motivou os organizadores a procurar as autoridades policiais. Conforme as informações recebidas pela reportagem, foi registrado um boletim de ocorrência para que os fatos sejam formalmente apurados e as eventuais responsabilidades, esclarecidas.
Evento está mantido
Apesar da preocupação provocada pelo teor das conversas, os organizadores informaram que o “Bloquinho do 22” permanece confirmado para domingo (11), sem previsão de cancelamento ou adiamento.
A ocorrência deverá ser analisada pelas autoridades competentes, a quem caberá verificar a autenticidade das mensagens, identificar os possíveis envolvidos e avaliar se houve ameaça ou a prática de alguma outra conduta ilícita.
Até o momento, as informações disponíveis à reportagem se baseiam nas capturas de tela encaminhadas à equipe e no relato sobre o registro policial. A confirmação independente do contexto integral das conversas e das circunstâncias em que foram produzidas será importante para o esclarecimento do caso.
O episódio reacende o debate sobre os limites da divergência política e a necessidade de garantir que manifestações públicas ocorram em condições de segurança, independentemente da posição ideológica de seus participantes.



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