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Programas de Jovem Aprendiz se consolidam como estratégia de formação de lideranças e diversidade nas empresas

Programas de Jovem Aprendiz se consolidam como estratégia de formação de lideranças e diversidade nas empresas

Em meio à disputa por talentos, epharma e CEJAM apostam na formação de jovens profissionais para fortalecer cultura, retenção e sucessão corporativa 
Programas de Jovem Aprendiz se consolidam como estratégia de formação de lideranças e diversidade nas empresas
Em meio à disputa por talentos qualificados, empresas têm transformado programas de Jovem Aprendiz e estágio em ferramentas de formação de lideranças e sucessão corporativa. O movimento reflete uma visão cada vez mais estratégica sobre o desenvolvimento profissional. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o Brasil registrou mais de 640 mil contratos ativos de aprendizagem em 2025, um dos maiores volumes já registrados. Ao investir na formação de jovens desde o início da carreira, as organizações buscam construir equipes mais diversas, fortalecer sua cultura e preparar os profissionais que ocuparão posições estratégicas no futuro.
 
 Na epharma, empresa do Grupo EP e pioneira em programas e planos de benefícios em medicamentos no Brasil, essa estratégia é desenvolvida em parceria com o Saber Aprendizes, organização especializada na formação e inclusão de jovens no mercado de trabalho. A instituição atua na capacitação profissional e no desenvolvimento de competências socioemocionais, conectando jovens a oportunidades de carreira e contribuindo para sua inserção profissional.

Um dos exemplos dessa jornada é Bianca Gomes. Sua primeira experiência profissional aconteceu por meio de um programa de aprendizagem. Anos depois, ela foi efetivada e hoje atua na área de ESG do Grupo EP, sendo responsável por iniciativas ligadas à sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa.

Recentemente, Bianca retornou a uma instituição de formação de jovens para compartilhar sua trajetória profissional e ministrar uma palestra sobre educação ambiental e descarte correto de medicamentos. Sua história demonstra como programas de aprendizagem podem gerar impactos duradouros, transformando oportunidades iniciais em carreiras consolidadas dentro das organizações.

"Minha trajetória mostra como uma oportunidade no início da carreira pode transformar o futuro de um jovem. O programa de aprendizagem foi fundamental para o meu desenvolvimento profissional e pessoal, e hoje poder atuar na área de ESG e contribuir para iniciativas que geram impacto positivo na sociedade torna essa jornada ainda mais significativa. É gratificante olhar para trás e perceber o quanto o acesso à formação e às oportunidades fez diferença no caminho que construí", conclui Bianca Gomes, especialista em Engenharia Ambiental e Sanitária ESG do Grupo EP.

A aposta da companhia na formação de jovens está alinhada a uma estratégia mais ampla de diversidade, equidade e inclusão. De acordo com o Censo de Diversidade realizado pela epharma em 2025, 58,3% dos colaboradores pertencem à Geração Z e 31,7% à Geração Y, evidenciando uma força de trabalho predominantemente jovem. “A aprendizagem é uma das formas mais eficazes de desenvolver talentos e promover inclusão produtiva. Quando a empresa investe na formação desses jovens, cria não apenas oportunidades individuais, mas também uma base sólida para o futuro do negócio”, afirma Elinee Ferreira, líder de Recursos Humanos, ESG e People Experience do Grupo EP.

Já o Instituto CEJAM, responsável por coordenar ações de responsabilidade socioambiental do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim", aposta na qualificação profissional de jovens em situação de vulnerabilidade social por meio do programa CEJAM Conecta. Criada em 2022, a iniciativa já formou mais de 2 mil participantes e tem como foco ampliar a empregabilidade e o desenvolvimento socioeducativo de jovens entre 14 e 26 anos.

Além da capacitação técnica, o programa oferece trilhas de desenvolvimento voltadas a habilidades socioemocionais, cidadania, consciência ambiental e preparação para o mercado de trabalho. Em 2025, 17 jovens formados pelo projeto foram contratados formalmente, reforçando seu papel na promoção da inclusão produtiva e da empregabilidade.

Para especialistas em gestão de pessoas, iniciativas como essas refletem uma mudança importante no mercado de trabalho. Programas de aprendizagem e trainee deixam de ser vistos apenas como portas de entrada e passam a integrar estratégias corporativas de desenvolvimento de lideranças, sucessão, diversidade e fortalecimento da cultura organizacional.

A combinação entre qualificação profissional, acompanhamento estruturado e oportunidades reais de crescimento tem permitido que empresas formem talentos desde o início da carreira, criando trajetórias de desenvolvimento capazes de gerar impacto tanto para os profissionais quanto para os negócios.

"Investir na qualificação de jovens é investir no fortalecimento dos territórios e na construção de comunidades mais saudáveis, conscientes e preparadas para o futuro. Entendemos que promover saúde também significa ampliar oportunidades, desenvolver competências e impulsionar o protagonismo das pessoas. Por isso, o CEJAM Conecta vai além da formação técnica: investe no desenvolvimento de competências socioemocionais, estimula o exercício da cidadania e prepara esses jovens para ingressarem no mercado de trabalho com mais autonomia, confiança e capacidade de adaptação aos desafios profissionais. Ao mesmo tempo, contribuímos para formar talentos qualificados que poderão atuar, inclusive, nos próprios serviços de saúde que administramos, aprimorando a assistência prestada à população. É um ciclo virtuoso em que desenvolvimento social, empregabilidade e cuidado em saúde caminham juntos, gerando transformação sustentável nos territórios onde atuamos", afirma Marceli Pereira, gerente de Responsabilidade Socioambiental do Instituto CEJAM.

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