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| Complexo Vila Brasília / Imagens: Google Maps |
Na denúncia, a Promotoria destaca que o grupo atuava, ao menos entre março de 2025 e março de 2026, nos bairros Belo Horizonte e Vila Brasília, onde comercializava drogas como maconha, cocaína e crack, além de impor controle social sobre os moradores por meio do uso ostensivo de armas de fogo, com grave ameaça para intimidar a população. Dessa forma, garantia o domínio territorial, restringindo a circulação de moradores, reprimindo rivais e impondo regras próprias nas comunidades, numa espécie de “controle social” paralelo. Segundo o MPRJ, os criminosos se organizavam de forma estruturada e hierarquizada, com divisão de funções que incluía liderança, segurança armada, logística, vigilância (“olheiros”) e um núcleo financeiro responsável por receber valores provenientes da venda de entorpecentes, inclusive por meio de transferências via PIX.
As investigações apontaram que um dos denunciados, Márcio Silva Sandin de Paula, o “Marcinho”, atuava como líder do núcleo armado, e se passou pelo irmão duas vezes para evitar o cumprimento de mandado de prisão. Também foi constatado o recrutamento de um adolescente para atuar na venda de drogas. Além de “Marcinho”, foram denunciados Caio Barbosa Ventura, Paulo Ricardo Santos Barros Silva, Ruam Felipe Oliveira Balbino, Matheus Roberto Gomes Coutinho, Patrick Gomes Tavares, Erick Pablo Ferreira Nadu, Matheus Vinícius Convençal de Oliveira, Luiz Alberto de Souza Freitas, Roosevelt Wellington de Jesus Oliveira e Jhennifer Jhesselen Duarte do Nascimento. Os denunciados vão responder por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e falsa identidade.



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