Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CDDHC) da Alerj desde 2021, vem apresentando um trabalho firme, incansável e resiliente em meio a um Estado historicamente violador. Ao longo dos últimos cinco anos, a comissão realizou mais de 2 mil atendimentos relacionados a violência institucional, discriminação, conflitos fundiários, violações de direitos e acesso a serviços públicos. Dani Monteiro também integrou o Tribunal Misto que aprovou o impeachment do ex-governador Wilson Witzel, atua no Conselho de Ética da Alerj e é integrante suplente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Entre as iniciativas e leis associadas ao seu mandato estão a ampliação da proteção às mulheres, como o funcionamento 24h e o fortalecimento das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), políticas de combate ao assédio nos estádios, o enfrentamento ao stalking, a valorização dos mestres da cultura popular, o reconhecimento institucional da cultura hip-hop e sua importância na educação pública, a defesa de trabalhadores expostos a condições extremas e a preservação da memória histórica fluminense, incluindo o reconhecimento dos onze Heróis responsáveis pelo reflorestamento da Floresta da Tijuca.
"Meu compromisso continua sendo com as pessoas que mais precisam de um Estado presente, que compreenda e atue a partir do princípio mais básico de todos: o direito à vida. Continuarei defendendo que os direitos humanos não são uma pauta isolada ou restrita a um único tema. Eles também estão na discussão sobre economia e orçamento público, porque cada decisão sobre onde investir recursos impacta diretamente a vida das pessoas. Os direitos humanos estão na luta das mulheres por segurança, no acesso à educação, na valorização da cultura, na defesa dos trabalhadores, no combate ao racismo e na construção de um Rio de Janeiro mais justo. É esse trabalho que seguirá orientando minha atuação pública nos próximos anos", afirmou a pré-candidata.
Quem é Dani Monteiro? — biografia e atuação parlamentar
Nascida e criada no Morro do São Carlos, na região central do Rio de Janeiro, Dani Monteiro tem 34 anos. Filha de uma empregada doméstica e de um verdureiro, trabalhou em telemarketing antes de ingressar no curso de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), como estudante cotista, conquista que transformou sua vida. Filiada ao PSOL desde 2012, iniciou sua trajetória política no movimento estudantil e nos movimentos sociais.
Antes de ser eleita deputada estadual, atuou como assessora parlamentar da vereadora Marielle Franco, de quem também era amiga. Após o assassinato de Marielle, em 2018, passou a ser reconhecida como uma das sementes políticas deixadas pela vereadora, dando continuidade a pautas relacionadas ao combate ao racismo, à defesa dos direitos humanos, das mulheres e da população moradora de favelas e periferias. No mesmo ano, foi eleita deputada estadual com 27.982 votos, tornando-se a parlamentar mais jovem eleita para a Assembleia Legislativa naquele pleito. Em 2022, foi reeleita com mais de 50 mil votos.
Desde o início do mandato, enfrentou duros episódios de racismo e discriminação dentro e fora da política institucional. E foi também desde o início que mostrou a força de seu trabalho em prol de toda a população do Rio: foi autora da lei que determinou a divulgação dos contratos emergenciais firmados pelo governo estadual durante a pandemia e atuou diretamente no processo de impeachment de Wilson Witzel.
Na Assembleia Legislativa, sua atuação se concentra em direitos humanos, direitos das mulheres, cultura, desenvolvimento econômico e justiça climática. Entre as iniciativas associadas ao seu mandato estão a legislação que garantiu o funcionamento 24 horas das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam), medidas de combate ao assédio contra mulheres nos estádios que culminaram no projeto ‘Futebol Sem Assédio’, propostas para proteção de trabalhadores expostos a eventos climáticos extremos e projetos voltados à valorização das mestras e mestres da cultura popular.
Na área cultural, esteve à frente de iniciativas voltadas ao reconhecimento institucional do hip-hop, incluindo a Lei do Hip Hop nas escolas, a criação do primeiro edital estadual dedicado ao segmento e a realização da primeira exposição voltada ao movimento no Palácio Tiradentes. Também atua em debates relacionados ao desenvolvimento econômico do estado, defendendo alternativas de ampliação da arrecadação sem aumento da carga tributária sobre a população, incluindo propostas ligadas à cadeia produtiva da cannabis medicinal e iniciativas relacionadas ao ICMS incidente sobre compras internacionais de pequeno valor - o fim da taxa das blusinhas. Na área ambiental e de preservação da memória histórica, é autora da iniciativa que reconheceu os onze Heróis da Floresta, trabalhadores escravizados responsáveis pelo reflorestamento da Tijuca, posteriormente incluídos no Livro dos Heróis e Heroínas do Estado do Rio de Janeiro e homenageados com uma nova placa na Floresta da Tijuca
A rotina de Dani Monteiro vai além dos corredores da Alerj. Hoje morando no Rio Comprido, vive cercada pela cultura popular que defende no Parlamento. O rap, o hip-hop e o Carnaval continuam ocupando um lugar central em sua rotina e nos seus fones de ouvido. Mangueirense, vascaína e apaixonada por culinária, divide o tempo livre entre a prática de exercícios físicos, os encontros com amigos e familiares e os cuidados com o coelho Poeira, presença frequente em suas redes sociais.


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