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Tráfego de veículos pesados cai 6,1% em um ano nas rodovias do Rio de Janeiro, aponta Veloe/Fipe

Tráfego de veículos pesados cai 6,1% em um ano nas rodovias do Rio de Janeiro, aponta Veloe/Fipe

Movimento de caminhões segue como principal fator de pressão
Tráfego de veículos pesados cai 6,1% em um ano nas rodovias do Rio de Janeiro, aponta Veloe/Fipe
O movimento nas rodovias do Rio de Janeiro perdeu força em maio, refletindo principalmente a retração do transporte de cargas no estado. Dados do Monitor de Tráfego nas Rodovias, levantamento realizado pela Veloe em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) mostram que o fluxo total caiu 1,5% entre abril e maio, já descontados os efeitos sazonais. O desempenho foi puxado pelo segmento de veículos pesados, que registrou queda de 2,9% no período, enquanto o tráfego de veículos leves recuou 1,3%.
 
A fraqueza do transporte rodoviário de cargas também aparece na comparação com maio do ano passado. Enquanto o fluxo de veículos leves avançou 0,3%, o movimento de veículos pesados despencou 6,1%, levando o índice agregado a registrar retração de 0,5% na comparação anual.
 
"O resultado de maio reforça uma tendência de menor intensidade no transporte de cargas observada ao longo dos últimos meses no estado. Como os veículos pesados costumam refletir de forma mais direta a dinâmica da atividade econômica e logística, a retração desse segmento acaba tendo um peso relevante sobre o desempenho geral das rodovias fluminenses. Ainda assim, é importante observar os dados com cautela, já que fatores pontuais, como calendário e ajustes operacionais das cadeias produtivas, também podem influenciar os resultados de curto prazo", afirma Alexandre Fontes, superintendente de Negócios B2C da Veloe.
 

O Rio de Janeiro é o único entre os principais estados monitorados a apresentar resultado negativo em todas as janelas de comparação. No acumulado de 2026 até maio, o tráfego total nas rodovias fluminenses caiu 1,8% frente ao mesmo período do ano passado. Novamente, o principal impacto veio dos veículos pesados, cujo fluxo recuou 5,7%, enquanto o tráfego de leves registrou queda de 1,2%.
 
A mesma tendência aparece no acumulado dos últimos 12 meses. O fluxo agregado nas estradas do estado apresentou retração de 1,5%, influenciado pela redução de 5,1% no movimento de caminhões e de 1% nos veículos leves. Os números sugerem um cenário de menor intensidade da atividade logística no estado, em um contexto de acomodação do transporte rodoviário observado em maio. O desempenho fluminense contrasta com o de outras regiões do país que, apesar de registrarem recuos na margem, ainda preservam crescimento nas comparações acumuladas.
 
Apesar da redução no fluxo das estradas, a frota de veículos do Rio de Janeiro continua em expansão. Segundo dados da Senatran referentes a abril de 2026, o estado contabilizava 8,34 milhões de veículos, equivalente a 6,4% da frota nacional. O total representa crescimento de 0,3% em relação ao mês anterior, alta de 1,2% no acumulado do ano e avanço de 3,8% nos últimos 12 meses.

Os automóveis seguem predominando na composição da frota fluminense, com participação de 60,9%, seguidos por motocicletas (17,4%), camionetas (5,1%), caminhonetes (4,9%), motonetas (4%), caminhões (2%) e outros tipos de veículos (5,6%).
 
Em relação ao combustível, a maior parte dos veículos do estado é movida exclusivamente a gasolina (34,4%) ou possui tecnologia flex, abastecida com gasolina e etanol (34,3%). O GNV mantém participação relevante, presente em 19,6% da frota, enquanto veículos elétricos e híbridos representam 0,7% do total.
 
Outro dado que chama atenção é o envelhecimento da frota fluminense. A idade média dos veículos em circulação no estado chegou a 18,1 anos. Mais de um terço da frota (36,5%) foi fabricada há mais de 20 anos, enquanto apenas 16,3% dos veículos têm até cinco anos de uso.

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