Ex-presidente da Alerj conta em podcast história inédita dos bastidores do poder
Num encontro casual na Casa do Alemão, na Via Dutra, há cerca de um ano, Wilson Witzel, o primeiro governador a ser cassado na história do Brasil, levantou da mesa em que estava e foi em direção ao ex-presidente da Alerj, André Ceciliano — que, na hora, gelou. Para surpresa de André, que conduziu o processo de impeachment de Witzel, o ex-governador não lhe deu um soco ou lhe dirigiu palavras de baixo calão. Em vez disso, sorriu. E lhe deu um abraço apertado. — André, eu gostaria de lhe pedir desculpas — disse o ex-governador.
— Desculpas por quê? — respondeu o ex-deputado, surpreso. Cassei o seu mandato!
— Desculpas por não ter lhe ouvido.
A história, inédita, foi contada por Ceciliano nesta quinta-feira, 9, durante a gravação do podcast “Barbosa, como resolve?”, do veterano radialista Francisco Barbosa.
Conhecido por sua capacidade de diálogo, Ceciliano contou que, por mais de uma vez, alertou Witzel sobre a atuação pouco republicana do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e braço direito do então governador, Lucas Tristão.
Da infância em Nilópolis à vida pública
Ao longo da conversa, André Ceciliano relembrou sua trajetória. Nascido em Nilópolis, criado em Paracambi, onde foi por duas vezes prefeito, Ceciliano se considera um “cidadão da Baixada” que foi longe. Como Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, assumiu a casa (2017–2022) num dos mais críticos momentos da economia do estado, quando o Rio quebrou e não havia dinheiro sequer para pagar os aposentados.
Depois de obter quase um milhão de votos, mas não se eleger para o Senado, foi para Brasília, onde atuou como secretário de Assuntos Federativos e de Assuntos Parlamentares. “Conheci o Brasil profundo”, resumiu. Ele destacou a importância do diálogo e da construção de consensos como marcas de sua atuação política.
Os bastidores da pandemia
Ceciliano também relembrou o período em que presidiu a Alerj durante a pandemia da Covid-19. Falou sobre as decisões tomadas naquele momento, a dificuldade de lidar com a polarização em plenário e a economia que fez na Alerj que lhe permitiu devolver recursos para o Estado e doações para municípios e órgãos públicos importantes, como Fiocruz e UERJ — o novo prédio do Colégio de Aplicação e barco oceanográfico do curso de oceanografia, por exemplo, foram comprados com recursos doados pela Alerj.
Eleições de 2026 e o futuro do Rio
Durante a entrevista, André também analisou o cenário político fluminense, defendeu a construção de alianças em torno de um projeto de desenvolvimento para o estado e falou sobre os desafios que o Rio precisará enfrentar nos próximos anos, com foco no combate à corrupção para que se possa retomar o crescimento econômico e a redução das desigualdades. Ele defendeu a aliança com Eduardo Paes, para quem abriu recentemente as portas de seu sítio em Mendes para reunir cerca de 40 prefeitos — alguns deles inclinados a abandonar o barco da candidatura de Douglas Ruas. André disse que Eduardo Paes é um gestor sério e testado, trabalhador, e que tem uma longa parceria com o presidente Lula. “Com o Paes, o Lula poderá fazer ainda mais pelo Estado”, disse André.
Relação entre o Rio e o governo federal
Ao abordar o cenário nacional, Ceciliano afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva restabeleceu o diálogo institucional com estados e municípios e retomou investimentos considerados estratégicos para o Rio de Janeiro. Segundo ele, essa articulação tem sido fundamental para ampliar oportunidades de desenvolvimento e fortalecer políticas públicas.
Investimentos federais no estado
Durante o podcast, André listou uma série de investimentos no Governo Federal no Estado como a Retomada do Polo GasLub (antigo Comperj), em Itaboraí, com mais de 12,8 mil trabalhadores empregados, segundo ele; a duplicação da Serra das Araras, obra considerada histórica, com geração de mais de 2,3 mil empregos; a construção de sete novas escolas técnicas federais no estado; a duplicação da pista lateral (marginal) da Rodovia Presidente Dutra, na Baixada Fluminense; a ampliação da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), com mais de 4 mil empregos.
Falou ainda da Retomada da indústria naval, destacando o estaleiro de Niterói (antigo Estaleiro Mauá), que, segundo ele, passou de menos de mil para mais de 10 mil trabalhadores; a ampliação da rede de policlínicas, unidades Básicas de Saúde (UBSs), escolas em tempo integral e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), viabilizada por recursos do chamado pacto federativo e a retomada das obras do Arco Metropolitano, no trecho entre Magé e Manilha, que estavam paralisadas.
Além das obras no Rio, Ceciliano mencionou programas nacionais que, segundo ele, impactam diretamente a população fluminense tais como a Bolsa Família; o 'Mais Médicos'; o Farmácia Popular; SAMU; Luz para Todos; Pé-de-Meia e o Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados). André destacou que o Rio já aderiu ao programa, que permite alongar o pagamento da dívida com a União e reduzir os juros, mediante investimentos em áreas como educação e segurança.
Durante o podcast, André listou uma série de investimentos no Governo Federal no Estado como a Retomada do Polo GasLub (antigo Comperj), em Itaboraí, com mais de 12,8 mil trabalhadores empregados, segundo ele; a duplicação da Serra das Araras, obra considerada histórica, com geração de mais de 2,3 mil empregos; a construção de sete novas escolas técnicas federais no estado; a duplicação da pista lateral (marginal) da Rodovia Presidente Dutra, na Baixada Fluminense; a ampliação da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), com mais de 4 mil empregos.
Falou ainda da Retomada da indústria naval, destacando o estaleiro de Niterói (antigo Estaleiro Mauá), que, segundo ele, passou de menos de mil para mais de 10 mil trabalhadores; a ampliação da rede de policlínicas, unidades Básicas de Saúde (UBSs), escolas em tempo integral e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), viabilizada por recursos do chamado pacto federativo e a retomada das obras do Arco Metropolitano, no trecho entre Magé e Manilha, que estavam paralisadas.
Além das obras no Rio, Ceciliano mencionou programas nacionais que, segundo ele, impactam diretamente a população fluminense tais como a Bolsa Família; o 'Mais Médicos'; o Farmácia Popular; SAMU; Luz para Todos; Pé-de-Meia e o Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados). André destacou que o Rio já aderiu ao programa, que permite alongar o pagamento da dívida com a União e reduzir os juros, mediante investimentos em áreas como educação e segurança.


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