Instituto OMP e Sociedade de Pediatria levam discussão sobre Síndrome Alcoólica Fetal ao 31º Congresso SOGESP e prepara mobilização para o Dia Mundial de Prevenção da SAF
Cerca de 15% das gestantes brasileiras consomem bebidas alcoólicas durante a gravidez, segundo estudos nacionais citados pela Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). O dado consta de publicação divulgada pelas entidades em abril deste ano e chama atenção para um problema de saúde pública ainda pouco conhecido pela população: a exposição pré-natal ao álcool pode provocar alterações no desenvolvimento da criança e consequências que se estendem por toda a vida.
Para ampliar essa discussão, o Instituto Olinto Marques de Paulo (Instituto OMP) leva sua campanha Gravidez Sem Álcool ao 31º Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia 2026, que acontece de 20 a 22 de agosto, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.
A iniciativa pretende aproximar informação e prevenção de profissionais que estão na linha de frente do cuidado com mulheres, gestantes, bebês e famílias.
“Não existe dose segura”
Uma das principais mensagens da campanha é uma das mais importantes para combater mitos ainda presentes no cotidiano: não existe quantidade de álcool considerada segura durante a gestação.
O Ministério da Saúde orienta que gestantes não consumam bebidas alcoólicas em nenhuma quantidade e recomenda que mulheres que estão tentando engravidar também evitem o consumo. A orientação considera os riscos da exposição pré-natal ao álcool e dos Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF).
A literatura científica brasileira demonstra a relevância do problema. Estudo publicado nos Cadernos de Saúde Pública, com 23.894 mulheres, encontrou prevalência de 14% de consumo de álcool durante a gestação, com intervalo de confiança de 13,3% a 14,7%.
O álcool pode atravessar a placenta e afetar o desenvolvimento fetal, estando associado a alterações físicas, neurológicas, cognitivas e comportamentais. A Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) integra os Transtornos do Espectro Alcoólico Fetal.
Para o Instituto OMP, entretanto, falar sobre SAF não deve significar apenas falar sobre doença. É preciso falar sobre prevenção.
“É uma questão de responsabilidade coletiva”, afirma Sara Assis, gestora do Instituto OMP e mobilizadora da campanha Gravidez Sem Álcool.
À frente da mobilização da campanha, Sara defende que a discussão precisa ultrapassar os consultórios e chegar a toda a sociedade.
“É uma questão de responsabilidade coletiva”, afirma Sara Assis, gestora do Instituto OMP e mobilizadora da campanha Gravidez Sem Álcool.
À frente da mobilização da campanha, Sara defende que a discussão precisa ultrapassar os consultórios e chegar a toda a sociedade.
“A Síndrome Alcoólica Fetal não é apenas uma questão de saúde: é uma questão de responsabilidade coletiva. Se existe uma condição que pode ser prevenida antes mesmo de uma criança nascer, não podemos permitir que a falta de informação seja parte da história dessa criança. Nossa missão é transformar conhecimento em cuidado e fazer com que a escolha de não consumir álcool na gestação seja compreendida como um gesto de proteção para toda a vida”, pontua.
A fala resume o propósito da mobilização: transformar uma recomendação de saúde em uma cultura de prevenção, envolvendo profissionais de saúde, famílias, parceiros, empresas, escolas e a sociedade.
Do “só uma taça” à informação que pode prevenir
“Só uma taça”, “só no fim de semana” ou “uma pequena quantidade não faz mal” são crenças que ainda aparecem quando o assunto é álcool na gravidez.
A orientação das autoridades de saúde é mais simples: na gestação, a recomendação é zero álcool.
Por isso, a campanha também estimula que familiares e parceiros participem da prevenção, criando ambientes sociais que não pressionem a gestante a consumir bebidas alcoólicas.
Informação que sai do consultório e ganha a sociedade
Durante os três dias do Congresso, o Instituto OMP contará com um totem interativo, jogos educativos e materiais de conscientização sobre a SAF e os riscos da exposição pré-natal ao álcool.
A ação será conduzida pela equipe do Instituto, com participação e apoio de profissionais da área da saúde envolvidos com a campanha.
A escolha do Congresso SOGESP como espaço para a mobilização tem um objetivo estratégico: fortalecer a participação dos profissionais de saúde na prevenção e ampliar a qualidade das conversas realizadas durante o pré-natal e o planejamento reprodutivo.
A escolha do Congresso SOGESP como espaço para a mobilização tem um objetivo estratégico: fortalecer a participação dos profissionais de saúde na prevenção e ampliar a qualidade das conversas realizadas durante o pré-natal e o planejamento reprodutivo.
A campanha é desenvolvida pelo Instituto OMP desde 2023, em parceria com entidades da área da saúde, entre elas a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).
A mobilização continua em 9 de setembro
A participação no Congresso da SOGESP também marca uma etapa da mobilização que será ampliada em 9 de setembro, Dia Mundial de Prevenção da Síndrome Alcoólica Fetal.
A data será utilizada pelo Instituto OMP para ampliar a conversa com a sociedade e reforçar que a prevenção começa antes mesmo do nascimento.
A proposta é fazer com que o tema deixe de ser restrito aos profissionais de saúde e passe a fazer parte das conversas sobre planejamento familiar, gravidez, maternidade, paternidade e cuidado com a infância.
31º Congresso SOGESP 2026
Data: 20 a 22 de agosto de 2026
Local: Transamerica Expo Center — Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo (SP)
Programação completa: https://eventos.sogesp.org.br/?evento=31sogesp
31º Congresso SOGESP 2026
Data: 20 a 22 de agosto de 2026
Local: Transamerica Expo Center — Av. Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, São Paulo (SP)
Programação completa: https://eventos.sogesp.org.br/?evento=31sogesp



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