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Equinócio da Primavera traz reflexão sobre equilíbrio e renovação, explica bruxa Tânia Gori

Equinócio da Primavera traz reflexão sobre equilíbrio e renovação, explica bruxa Tânia Gori

Para a bruxaria Natural, mudança de estação pode ser um convite para rever excessos, plantar novos projetos e buscar equilíbrio antes de um novo ciclo

A chegada da Primavera no Hemisfério Sul é marcada pelo Equinócio, fenômeno astronômico que acontece em setembro e representa o momento em que dia e noite têm duração aproximadamente semelhante. Para além da mudança no calendário e na paisagem, o período também carrega diferentes simbolismos em tradições ligadas à natureza e à espiritualidade.

Para a bruxa e escritora Tânia Gori, o Equinócio pode ser interpretado como um convite para observar aquilo que está em desequilíbrio na própria vida. 

“Antes de florescer, é preciso encontrar o equilíbrio. A natureza mostra isso de uma forma muito clara. Luz e escuridão se encontram e, a partir desse ponto, começa um novo movimento”, explica Tânia.

Segundo ela, a reflexão pode ser levada para situações bastante concretas do cotidiano: quanto tempo se dedica ao trabalho e ao descanso, o equilíbrio entre dar e receber, razão e intuição, silêncio e expressão e até entre cuidar das outras pessoas e reservar espaço para si.

A Primavera, nesse sentido, representa mais do que florescimento. É também um período simbólico para retomar projetos, abrir caminhos, estabelecer novas intenções e movimentar aquilo que permaneceu adormecido durante os meses de inverno. 

“Equilíbrio não significa ficar parado. A própria natureza encontra seu ponto de equilíbrio para depois continuar seu movimento. A pergunta que podemos fazer é: o que desejo ver florescer na minha vida nesta Primavera?”, afirma.

Rituais simples para receber a Primavera 

Na Bruxaria Natural, flores, ervas, sementes e elementos encontrados na própria natureza podem fazer parte das celebrações. Tânia sugere práticas simples, como caminhar entre árvores e flores, decorar a casa com plantas da estação, iniciar uma pequena horta ou jardim e plantar algo enquanto mentaliza um projeto ou transformação que deseja desenvolver.

Cores como amarelo, branco, dourado e verde são associadas ao período, assim como aromas de jasmim, sálvia e violeta e pedras como citrino, esmeralda e quartzo verde. 

Em algumas tradições contemporâneas do Paganismo, a celebração da chegada da Primavera também é relacionada a Ostara, associada ao renascimento, à fertilidade e ao despertar da natureza.

Para Tânia, porém, o principal ritual pode acontecer sem qualquer objeto: escolher simbolicamente uma “semente” para o novo ciclo.

“Pode ser um projeto, um relacionamento, um sonho, uma mudança ou uma nova versão de nós mesmos. A Primavera lembra que existe um tempo para o recolhimento, outro para encontrar equilíbrio e outro para florescer”, conclui Tânia Gori.

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