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Quando dormir mal deixa de ser apenas cansaço: o que o sono revela sobre a forma como treinamos

Quando dormir mal deixa de ser apenas cansaço: o que o sono revela sobre a forma como treinamos

Quando dormir mal deixa de ser apenas cansaço: o que o sono revela sobre a forma como treinamos
O ronco de quem dorme ao lado pode parecer apenas um incômodo doméstico. Mas noites interrompidas, cansaço ao despertar e sonolência durante o dia ajudam a lembrar que sono não é um intervalo entre um treino e outro. É parte do próprio processo de recuperação.

Pesquisas reunidas em revisões científicas associam a prática regular de exercícios a melhorias em diferentes parâmetros do sono, entre eles qualidade e tempo necessário para adormecer.

Para o professor de Educação Física Gui Guedes, um dos erros mais frequentes de quem busca melhorar condicionamento e composição corporal é olhar apenas para a hora passada dentro da academia.

“O corpo não evolui só enquanto está treinando. Existe um processo de recuperação que acontece depois. Quando a pessoa dorme mal de maneira recorrente, ela pode sentir redução de disposição, pior recuperação e mais dificuldade para manter a própria rotina.”

Isso não significa, porém, transformar atividade física em tratamento para qualquer alteração do sono.

Ronco frequente, pausas respiratórias, engasgos durante a noite e sonolência excessiva durante o dia devem ser investigados por profissionais de saúde.

“O exercício pode fazer parte de uma rotina mais saudável, mas não deve ser usado para mascarar um problema que precisa de investigação”, explica.

Gui também chama atenção para um comportamento comum: tentar compensar uma noite ruim com treino excessivo.

“O treino não deve funcionar como punição. Se a pessoa dormiu mal, não precisa entrar numa lógica de pagar uma dívida com o próprio corpo. Uma rotina sustentável considera também o momento em que aquele corpo está vivendo.”

Caminhada, musculação, corrida, dança, natação e outras modalidades podem fazer parte dessa rotina, desde que adequadas ao condicionamento e aos objetivos individuais.

“A melhor atividade não é a mais exaustiva. É aquela que a pessoa consegue realizar com segurança e continuar fazendo.”

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