Muitas pessoas associam a necessidade de cuidar do coração à presença de sintomas como dor no peito ou falta de ar. O problema é que algumas alterações cardiovasculares podem evoluir de maneira silenciosa, enquanto outros sinais são atribuídos ao estresse, ao sedentarismo ou simplesmente ao envelhecimento.
Segundo o cirurgião cardiovascular Dr. Robinson Poffo, a prevenção deve fazer parte do cuidado com a saúde e não começar apenas depois de um episódio cardiovascular. A avaliação médica permite considerar histórico familiar, fatores de risco, sintomas e, quando necessário, exames complementares.
“O coração nem sempre avisa de maneira clara que existe um problema. Por isso, não devemos esperar uma dor intensa ou um evento cardiovascular para começar a cuidar da saúde cardíaca. A prevenção começa justamente pela avaliação dos riscos e pela atenção aos sinais que o corpo apresenta”, explica o Dr. Robinson Poffo.
Sinais que merecem atençãoCansaço ou falta de ar: mudanças na tolerância aos esforços, especialmente quando atividades antes simples passam a provocar cansaço excessivo ou falta de ar, merecem investigação;
Dor ou pressão no peito: desconforto, aperto ou pressão no peito, principalmente durante esforços, não deve ser normalizado;
Palpitações, tontura e desmaio: sintomas recorrentes, especialmente quando aparecem juntos, precisam ser avaliados para investigar alterações do ritmo cardíaco.
“Não é normal atribuir automaticamente ao envelhecimento uma perda importante de disposição. Quando uma pessoa percebe que não consegue mais fazer o que fazia antes, principalmente se essa mudança foi progressiva, vale investigar”, destaca o cirurgião cardiovascular.
Como cuidar do coração antes do primeiro susto
Conhecer o histórico familiar de doenças cardiovasculares e os próprios fatores de risco;
Acompanhar pressão arterial, colesterol e glicemia quando indicado;
Manter atividade física regular, alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis;
Não ignorar mudanças no padrão habitual do organismo, como falta de ar, redução importante da disposição ou inchaço persistente;
Fazer acompanhamento médico individualizado, sem realizar exames de forma indiscriminada.
“A prevenção não significa fazer todos os exames possíveis. Significa entender o risco individual de cada pessoa e investigar aquilo que realmente faz sentido para ela”, afirma o especialista.
Quando procurar atendimento imediatamente
Alguns sintomas não devem esperar por uma consulta de rotina:
Dor ou pressão intensa no peito, especialmente quando persiste ou vem acompanhada de falta de ar;
Dor no peito associada a suor frio, náusea ou dor irradiada para braço, pescoço ou costas;
Falta de ar intensa ou súbita;
Desmaio associado a sintomas cardiovasculares ou outros sinais importantes.
“Cuidar do coração não significa viver preocupado com doenças. Significa conhecer os próprios riscos, prestar atenção às mudanças do organismo e fazer acompanhamento quando necessário. Quanto mais cedo identificamos uma alteração, maiores são as possibilidades de tomar decisões adequadas para aquele paciente”, conclui o Dr. Robinson Poffo.



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