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Municípios do Rio são alertados para retirada de fórmulas infantis proibidas pela Anvisa

Municípios do Rio são alertados para retirada de fórmulas infantis proibidas pela Anvisa

Medida orienta inspeções nos estabelecimentos para garantir a retirada de produtos do mercado fluminense
Municípios do Rio são alertados para retirada de fórmulas infantis proibidas pela Anvisa
A partir da proibição de lotes específicos de fórmulas infantis da Nestlé Brasil Ltda, por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) reforçou a ação junto aos 92 municípios fluminenses. Nesta segunda-feira (12 de janeiro), a Vigilância Sanitária estadual emitiu um alerta para a necessidade de fiscalização e retirada imediata de circulação de lotes específicos das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino.

A Anvisa, por meio da Resolução n.º 32/2026, proibiu a comercialização, distribuição e uso de alguns lotes devido ao risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. A substância tóxica pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia (sonolência excessiva), lentidão de movimentos e raciocínio, além da incapacidade de reagir e expressar emoções.

“Para reforçar a determinação da Anvisa, a Vigilância Sanitária estadual está atuando, junto aos municípios fluminenses, para que os lotes dos produtos afetados não permaneçam disponíveis para venda no estado do Rio de Janeiro. Nossa prioridade é proteger a população”, declara a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello. 

Na estratégia da Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa)/SES-RJ, está a orientação para que as vigilâncias sanitárias municipais a realizarem inspeções nos estabelecimentos comerciais, verificando se os lotes afetados já foram devidamente recolhidos. A ação complementa o recall — chamado oficial do fabricante para recolher produtos que possam apresentar riscos à segurança ou saúde do consumidor — iniciado pela própria empresa, conforme previsto na legislação sanitária vigente.

“No alerta aos municípios, solicitamos uma busca ativa nos comércios locais. A Vigilância Sanitária estadual tem como dever reforçar essa ação, assegurando o cumprimento das normas sanitárias. Mesmo com o recall realizado pela empresa, é nosso papel intensificar essa fiscalização e trabalhar junto aos municípios”, esclarece a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.

Como identificar os produtos afetados

A partir dos lotes listados no comunicado oficial da Anvisa, que estão disponíveis para consulta neste link: https://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=07/01/2026&jornal=515&pagina=461&totalArquivos=467, o consumidor pode fazer a conferência junto aos produtos que têm em casa.

Compondo a equipe técnica da Vigilância Sanitária estadual, a nutricionista Jacqueline Hosken orienta como identificar corretamente.

“A identificação é simples e deve ser feita conferindo as informações na embalagem. Observe o nome do produto, a gramatura, o número do lote, que está impresso na parte inferior da lata, e a validade. Apenas os lotes listados no comunicado oficial devem ser suspensos do consumo. Uma vez identificado, é necessário suspender imediatamente o uso”, explica a especialista.

Saiba o que fazer em caso de sintomas

Ao identificar que a criança tenha sintomas compatíveis com os descritos nos alertas após consumir produtos dos lotes indicados, é importante que o responsável a leve imediatamente a um serviço de saúde.

“É fundamental informar ao profissional médico qual alimento foi ingerido, para que a avaliação e o tratamento sejam feitos de forma adequada”, destaca o coordenador de Vigilância e Fiscalização de Alimentos da SES-RJ, Werner Ewald.

Canais de atendimento e denúncias

A SES-RJ também orienta os consumidores a entrarem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para solicitar a substituição do item. Em caso de dificuldade ou denúncia, a população pode procurar as vigilâncias sanitárias municipais ou a Ouvidoria da Vigilância Sanitária estadual, pelo telefone 0800 025 5525. Há, ainda, outros canais disponíveis no site https://www.saude.rj.gov.br/ouvidoria/participe

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