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Agências bancárias são autuadas por extrapolar tempo de espera para atendimento

Agências bancárias são autuadas por extrapolar tempo de espera para atendimento

A blitz contou com a participação também do Sindicato dos Bancários
Foto: Divulgação Alerj

Duas agencias bancarias foram autuadas por não cumprir a lei que estabelece o máximo de 20 minutos de espera nas filas para o atendimento. As agências (uma do Itaú e outra do Bradesco) terão de ter 15 dias para apresentar defesa — o caso pode culminar em multa de até R$ 17 milhões.

Os agentes da Comissão do Cumpra-se, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj, e o Procon-RJ), flagraram longas filas para o atendimento, com clientes esperando até uma hora e meia para serem atendidos. A blitz foi pedida pelo Sindicato dos Bancários devido ao alto número de reclamações e denúncias. O problema da longa espera em filas de bancos tem se agravado por conta do fechamento de agências bancárias e a redução do quadro de funcionários para o atendimento do público, o que ocasiona a sobrecarga de trabalho e um atendimento inadequado.

“As duas agências estavam descumprindo a Lei dos 20 Minutos”, afirmou o presidente da Comissão do Cumpra-se, deputado Carlos Minc (PSB), que é autor da lei: “Além de clientes, esperando mais de uma hora numa fila, constatamos outras irregularidades. O Itaú não tinha o livro de reclamações. No Bradesco, metade dos caixas eletrônicos não funcionava, e só tinha um atendente para ajudar dezenas de pessoas, a maioria idosos que ficavam mofando mais de uma hora na fila dos caixas”.

O subsecretário de Estado de Defesa do Consumidor, Claudir Mateus, que chefiou a equipe do Procon-RJ, disse que foram encontradas diversas irregularidades, relacionadas à infraestrutura, acessibilidade e tempo de fila excedido. Foram então expedidos autos de infração. “Os bancos vão ter 15 dias para apresentar defesa, e isso pode culminar em multa de até R$ 17 milhões”, disse.

Minc lembrou que a lei dos 20 minutos foi pedida pelo Sindicato dos Bancários com o objetivo de preservar os empregos e “garantir que o consumidor não fique longo tempo nas filas. A gente já fez várias ações do Cumpra-se e vamos continuar com as fiscalizações. Lei não é papel, é direito de cidadania”, pontuou o deputado.

“Achamos importante esse tipo de ação porque os bancos têm tido uma prática de fechamento de agências e de concentrar negócios nas agências mais próximas, o que tem levado a filas enormes e a um tratamento precário com os clientes, que esperam mais de uma hora para ser atendidos”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, José Ferreira.

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