PMDB cede vaga a Ronaldo Cezar Coelho (PSD) em troca do apoio do partido à reeleição de Pezão
Caio Barbosa
Rio - O ex-governador Sérgio Cabral vai
desistir de concorrer ao Senado nas eleições de outubro. A informação
foi divulgada no ‘Informe do DIA’
, na edição do dia 17, e confirmada ontem pela cúpula do PMDB. A decisão
só será oficializada após as convenções partidárias de junho.
Em vez de encarar uma disputa acirrada pelo
Senado com o deputado Romário (PSB), Cabral estuda concorrer à Câmara
dos Deputados ou até ficar sem mandato. O gesto abre caminho para que o
PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab de São Paulo, apoie a reeleição do
governador Luiz Fernando Pezão.
Nesse cenário, o PMDB cede a vaga ao Senado ao
ex-deputado tucano Ronaldo Cezar Coelho, hoje no PSD, e Cabral concorre à
Câmara. A ideia é que o ex-governador atue como grande puxador de
votos, aumentando a bancada federal peemedebista. Além disso, a aliança
em torno de Pezão, que conta com 15 partidos, ficaria fortalecida.
O ex-tucano Ronaldo Cezar Coelho deverá ser o candidato ao Senado no lugar do ex-governador Cabral
Foto: Márcio Moraes / Agência O Dia
A aproximação do PSD e PMDB, no
entanto, não é vista com bons olhos pela cúpula do PT. Apesar de Kassab
ter declarado apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff, o PSD do
Rio está aliado à candidatura à Presidência do tucano Aécio Neves.
A aliança do PSD do Rio com o PMDB do
estado fortalece o movimento conhecido como ‘ Aezão’. São peemedebistas
simpáticos à candidatura de Aécio, que prometem votar no tucano em
represália ao lançamento da candidatura do senador Lindbergh Farias, do
PT, ao governo do estado. O PMDB do Rio alega que os petistas
descumpriram acordo de apoiar a reeleição de Pezão.
O PT fluminense cogitou oferecer a Indio da
Costa (PSD) a vaga de vice-governador na chapa de Lindbergh. Agora, com a
união entre PSD e PMDB, os petistas esperam que Lula, considerado o
grande cabo eleitoral da eleição, se aproxime mais de Lindbergh no Rio. Aezão reúne lideranças
O deputado estadual do Partido Solidariedade
(SDD) Pedro Fernandes Neto afirmou ontem que o evento do dia 5 a favor
do pré-candidato à Presidência da República Aécio Neves (PSDB), com a
participação de apoiadores da campanha de Luiz Fernando Pezão (PMDB),
está acima dos partidos e que irá reunir lideranças políticas
significativas do Estado do Rio de Janeiro.
Conhecido como ‘Aezão’ — Aécio mais Pezão —, o
movimento é liderado por dissidentes do PMDB, como o presidente regional
do partido Jorge Picciani, insatisfeitos com a ala do PT, que
incentivou a candidatura de Lindbergh Farias ao Palácio Guanabara. Além
do SDD e políticos do PMDB, Pedro Fernandes confirmou a presença de
lideranças do PSD, PP, PPS, PEN, PSL e, até mesmo, do Pros que ainda
aguarda uma definição do PSB, de Eduardo Campos.
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