/>
Câmara Municipal de Barra Mansa aprova pedido do prefeito Furlani um empréstimo internacional de 18 milhões de dolares

Câmara Municipal de Barra Mansa aprova pedido do prefeito Furlani um empréstimo internacional de 18 milhões de dolares

Câmara Municipal de Barra Mansa aprova pedido do prefeito Furlani um empréstimo internacional de 18 milhões de dolares
A aprovação da Câmara Municipal de Barra Mansa ao pedido do Executivo para a contratação de um empréstimo internacional de 18 milhões de dólares — cerca de R$ 96,66 milhões — trouxe para o centro do debate político a condução fiscal da atual gestão e a distância entre o discurso de campanha e as decisões administrativas adotadas. A mensagem do Prefeito Luíz Furlani ao Presidente da Câmara, Paulo Sandro Soares, encaminhada em 7 de janeiro deste ano, solicitou autorização para a operação de crédito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ou a outro organismo financeiro internacional.

De acordo com mensagem, o dinheiro será aplicado na construção de uma ponte e de um novo sistema viário, ligando a Estrada Glicério à Rodovia Presidente Dutra. A obra é apresentada como estratégica para a mobilidade urbana e o desenvolvimento logístico do município.

Apesar de reconhecer a importância da intervenção, o presidente do diretório municipal do PSD, Leo Santos, questiona o modelo de financiamento escolhido. Para ele, o problema não está na obra, mas na decisão de contrair uma dívida internacional em um cenário de fragilidade fiscal e econômica. “Não sou contra a obra. O que está em debate é a responsabilidade com o dinheiro público e o futuro financeiro da cidade”, afirma.

Segundo Leo Santos, dados oficiais do orçamento municipal, da Lei Orçamentária Anual (LOA) e dos relatórios fiscais indicam que o volume do empréstimo, somado aos encargos e juros, não se compatibiliza com a capacidade financeira de Barra Mansa. “Barra Mansa está assumindo um compromisso de longo prazo sem demonstrar sustentabilidade fiscal”, avalia.

O dirigente do PSD também lembra que essas obras estruturantes devem ser viabilizadas por meio de emendas parlamentares e recursos do governo do Estado, sem recorrer a novos empréstimos. “O endividamento agora aprovado contraria, inclusive, diretamente aquilo que foi apresentado ao eleitor como projeto de governo”, critica.

As preocupações se intensificam diante de dificuldades administrativas enfrentadas pela atual gestão. Entre elas, estão os atrasos no pagamento dos servidores aposentados, que há cerca de quatro meses não recebem seus proventos na data correta. Para se ter ideia, a folha salarial referente a dezembro de 2025, só foi quitada em 19 de janeiro de 2026.

Outro ponto sensível destacado por Leo Santos é o cancelamento do concurso da Guarda Municipal, decisão que impactou candidatos que pediram demissão de seus antigos empregos e, em alguns casos, chegaram a alugar imóveis no município para assumir os cargos. Soma-se a isso a dispensa de trabalhadores terceirizados responsáveis pela manutenção urbana, ocorrida em pleno período de chuvas, período crítico para a infraestrutura da cidade.

Para Leo Santos, o empréstimo internacional aprovado pela Câmara não pode ser tratado como um simples ato administrativo. “Trata-se de uma escolha política que compromete o futuro do município. Antes de assumir uma dívida dessa magnitude, o governo precisa provar que tem capacidade de gestão, equilíbrio fiscal e respeito aos compromissos assumidos com a população”, conclui.

A Prefeitura de Barra Mansa, o Prefeito Luís Furlani, a Câmara Municipal e seu presidente Paulo Sandro Soares não se manifestaram sobre o pedido de empréstimo e a aprovação pelo legislativo.

Postar um comentário

0 Comentários

Close Menu